Projeto ‘Conserva de Peixes da Amazônia’ é premiado pelo Banco da Amazônia

A iniciativa tem a estimativa de produzir, aproximadamente, 795 toneladas de pescado em conserva por ano

Manaus – O projeto ‘Conserva de Peixes da Amazônia- Jaraqui, Matrinxã, Tambaqui e Pirarucu’, da pesquisadora Jaqueline de Araújo Bezerra, do Amazonas, foi o vencedor na categoria Iniciativa de Desenvolvimento Local (IDL), do Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente.

Com estimativa de produzir, aproximadamente, 795 toneladas de pescado em conserva por ano, o projeto pretende instalar a primeira Indústria de Conserva de Pescado da Amazônia (ICPA), localizada no município de Iranduba (AM).

O projeto envolve quatro tipos de peixe: jaraqui, matrinxã, tambaqui e pirarucu (Foto: Sandro Pereira)

“A produção determinará o desenvolvimento regional, especificamente do município de Iranduba, estimulando emprego e renda. Além de produzir alimentos de altíssima qualidade e quantidade, com baixo teor de sódio e colesterol, qualidades de competitividade com o mercado regional, nacional e internacional”, explica Jaqueline de Araújo Bezerra.

De acordo com a pesquisadora, os peixes regionais comercializados nas feiras e mercados são conservados no gelo, com as vísceras, com pouco valor agregado, o que facilita o processo de degeneração e necrose. O desperdício, por falta de conhecimento ou por falha na conservação e armazenagem, chega à ordem de, aproximadamente, 50% de todo peixe comercializado no Estado.

Contudo, o prejuízo não para somente na perda do pescado, mal higienizado e armazenado de forma inadequada tornando-o impróprio para o consumo humano, mas no gasto de energia para manutenção desses peixes nos períodos de entressafra e nos lares dos consumidores finais desse tipo de alimento.

Estimativas indicam que o potencial pesqueiro da região gira entre 270 e 920 mil toneladas ao ano. Os negócios no setor podem gerar 600 mil empregos diretos e indiretamente, além de renda de US$ 200 milhões anuais.

“Iranduba apresenta as melhores condições de implementação do projeto devido à cultura pesqueira da microrregião onde está instalada, por ter vários frigoríficos de médio e grande porte em pleno funcionamento e por ser um entreposto pesqueiro e estar situado próximo a Manaus”, disse Bezerra.

Para dar continuidade ao projeto, a professora pesquisadora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) pretende buscar recursos da ordem de R$ 3,9 milhões para a estruturação da indústria, certificação, material permanente e de custeio. O projeto fornecerá quatro produtos inovadores: a conserva de peixes da Amazônia envolvendo jaraqui, matrinxã, tambaqui e pirarucu.

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