Bandeira vermelha 2 terá novo reajuste de quase 60%, na terça

A sobretaxa deve aumentar o valor de R$ 9,49 para até R$ 15, em setembro

Manaus – Após pagar mais caro julho e em agosto pela energia elétrica, o consumidor deve ficar preparado novamente para arcar com a bandeira vermelha 2, cobrada a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. A sobretaxa da energia aplicada na crise hídrica com a baixa dos reservatórios na seca deve aumentar o preço de R$ 9,49 para até R$ 15, em setembro, equivalente a quase 60% de alta.

Se a conta de energia atingir 200 kWh no mês, consumidor pagará mais R$ 30,00 além da tarifa normal. (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Como exemplo, se a conta mensal atingir 210 kWh, o cliente da concessionária terá que pagar, além do montante consumido, até R$ 30 a mais com o novo patamar da bandeira vermelha 2.

A definição da aplicação do novo valor da bandeira tarifária será na próxima terça-feira, 31, durante reunião da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com o agravamento da crise hídrica, a bandeira também deverá ficar mais salgada. Até agosto, a agência reguladora não havia alterado o cenário hidrológico, que já era crítico, mas a situação se agravou com a falta de chuvas nos reservatórios.

O valor atual está em vigor desde julho, quando houve um aumento de 52%, mas o custo da geração de energia disparou, exigindo o novo aumento. O aumento do valor da bandeira foi debatido na semana passada. De acordo com participantes dessa reunião, o Ministério de Minas e Energia propôs elevar o valor da bandeira de R$ 9,49 para R$ 24, por mais três meses, equivalente a mais que o dobro do atualmente aplicado, mas a correção deverá ficar flutuar entre R$ 13 e R$ 15.

Para conter o aumento do consumo, o governo federal lançou uma campanha nacional contra o desperdício de energia. Eis algumas recomendações da Aneel: levar menos tempo nos banhos com chuveiro elétrico, fazer manutenção dos aparelhos de ar condicionado e manter portas e janelas fechadas durante o uso; buscar iluminação natural, em casa, e utilizar lâmpadas econômicas, além de acumular roupas para passar de uma só vez. Manter as luzes apagadas ao sair de cada cômodo, desligar da tomada os aparelhos em stand by, não colocar alimentos quentes na geladeira, entre outros hábitos.

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