Caged: AM perde mais de 700 vagas de emprego com carteira, em janeiro

Construção civil liderou a perda de vagas formais. Dados apontam que o índice do Estado segue na contramão do número geral do País, que criou 77.822

Manaus – No primeiro mês de 2018, o Amazonas perdeu 772 vagas de trabalho formal, na contramão do número geral do País, que criou 77.822, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados nesta sexta-feira (2). Em janeiro, no Amazonas, foram registradas 10.906 admissões e 11.678 desligamentos. A maioria da perda de vagas (691) no Estado ocorreu no setor da construção civil.

A maioria da perda de vagas (691) no Estado ocorreu no setor da construção civil. (Foto: Raimundo Valentim/20/07/2011)

Das cinco regiões brasileiras, três apresentaram saldos positivos no emprego. O melhor desempenho foi no Sul, que teve acréscimo de 46.754 postos. O Sudeste teve aumento de 21.924 vagas formais e o Centro-Oeste, 20.421. Os desempenhos negativos foram no Nordeste (-6.035 postos) e no Norte (-5.242 postos).

Entre os Estados, 14 registraram variação positiva no saldo de empregos e 13, variação negativa. Os maiores saldos de emprego ocorreram em São Paulo (+20.278 empregos), Rio Grande do Sul (+17.769), Santa Catarina (+17.348), Paraná (11.637) e Mato Grosso (+10.269). Os menores saldos de emprego ocorreram no Rio de Janeiro (-9.830 empregos), Pernambuco (-4.837), Pará (-4.081), Paraíba (-3.255) e Alagoas (-2.189).

Brasil

Nos últimos 12 meses, no País, houve acréscimo de 83.539 empregos, que representam um crescimento de 0,22% em relação ao estoque que havia em janeiro de 2017. Ou seja, apesar dos últimos meses de 2017 terem apresentado resultados negativos, eles foram insuficientes para frear o ritmo de recuperação dos empregos.

“Os dados do Caged mostram que as medidas tomadas pelo governo para recuperação da economia e dos empregos foram acertadas e estamos no caminho certo”, avalia o ministro do Trabalho em exercício, Helton Yomura.

Dos oito setores da economia, cinco tiveram saldos positivos. O principal deles foi o da Indústria de Transformação, que apresentou acréscimo de 49.500 postos, um acréscimo de 0,69% sobre o mês anterior. O desempenho foi positivo em todos seus subsetores, com destaque para Indústria de Calçados (+11.138 postos), Indústria Têxtil do Vestuário e Artefatos de Tecidos (+8.271 postos) e Indústria metalúrgica (+5.561 postos).

Os Serviços foram o segundo setor com melhores resultados. Em janeiro, foram acrescidas 46.544 vagas formais à área, 0,28% a mais do que em dezembro. O subsetor de maior destaque foi o de Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico, que apresentou saldo positivo em 22.926 postos.

Tiveram aumento de vagas, ainda, a Agropecuária (+15.633 postos), a Construção Civil (+14.987 postos) e os Serviços Industriais de Utilidade Pública (+1.058 postos). Os resultados negativos foram registrados no Comércio (-48.747 postos), Administração Pública (-802 postos) e Extrativa Mineral (-351 postos).