Cargo de faxineiro tem a maior criação de vagas formais de trabalho, no AM

Entre outros destaques no acumulado dos sete primeiros meses do ano, estão técnico de enfermagem, alimentador de linha de produção, operador de linha e servente de obras

Manaus – Faxineiro é a ocupação com a maior criação de vagas formais de trabalho, no Amazonas. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a atividade teve 3,9 mil admitidos contra 2,9 mil desligados, o que representa um saldo de 954 novos postos de emprego no Estado, resultado da diferença entre contratos e demissões. O salário médio para a ocupação é de R$ 1 mil.

O setor de serviços foi o que mais abriu vagas formais, no Amazonas (Foto: Antônio Cruz/ABr)

Entre as outras atividades que também abriram novas vagas no acumulado dos sete primeiros meses do ano, estão técnico de enfermagem com 671 postos, alimentador de linha de produção que abriu 401 vagas, operador de linha de produção com 361 e servente de obras que abriu 287 postos de emprego.

Na outra ponta aparecem as funções que mais encerraram postos de trabalho, no ano, como auxiliar nos serviços de alimentação que perdeu 832 vagas, seguido por vendedor de comércio varejista com 594 postos a menos, operador de central termolétrica com 329 vagas encerradas e instalador de linhas elétricas de alta e baixa tensão (rede aérea e subterrânea) com 217 fechadas e montador de equipamentos elétricos (aparelhos eletrodomésticos) com 205 vagas a menos.

No mesmo período, o setor de serviços foi o que mais abriu vagas formais no Amazonas, 1,7 mil, seguido pela agropecuária com 166 postos. Por outro lado, a construção civil encerrou o maior número de vagass no ano, 798, atrás do comércio com fechamento de 431 postos.

A escolaridade foi um fator determinante na criação de vagas no primeiro semestre de 2018. De acordo com o MTE, houve fechamento de vagas para os trabalhadores com escolaridade até Ensino Fundamental completo. Já para quem tinha Ensino Médio completo foram abertas 266 mil vagas nos primeiros seis meses deste ano, 160 mil a mais do que no mesmo período de 2017. Já para as pessoas com Ensino Superior completo foram abertas 137,9 mil vagas, quase 62 mil a mais do que no primeiro semestre do ano passado.

Segundo o MTE, o setor que mais contrata profissionais com qualificação é o de Serviços. Nos primeiros meses deste ano, foram abertas 109 mil vagas para trabalhadores com Ensino Superior completo nesta área, outros 174,9 mil postos criados foram destinados a pessoas com Ensino Médio.

Na Administração Pública, houve fechamento de vagas para quase todos os níveis de formação. O saldo ficou positivo apenas a partir do Ensino Médio, sendo que ele foi maior para os trabalhadores com Ensino Superior completo. A situação ficou parecida no Comércio, que fechou os seis primeiros meses com saldo positivo em apenas duas faixas de escolaridade: a dos analfabetos, com 23 novos postos, e dos formados em faculdades e universidades, com 7,8 mil novas vagas.

Trabalhadores entre 25 e 39 anos têm mais oportunidades

Em 2018, houve uma melhora nos saldos de empregos para trabalhadores de todas as idades. Mas os destaques foram para as faixas etárias entre 25 e 29 anos e entre 30 e 39 anos, que em 2017 tiveram saldos negativos, mas passaram a ter saldos positivos em 2018. Ou seja, o número de trabalhadores contratados com estas idades foi maior do que o número de demitidos.

Entre 25 e 29 anos, esse segmento saiu de uma queda de -5,8 mil vagas para um saldo de 40,3 mil. O crescimento foi maior entre os trabalhadores dessas idades com mais escolaridade. Para quem tinha Ensino Superior completo houve um acréscimo de 52,9 mil vagas. Na faixa dos 30 aos 39 anos, houve uma alteração no quadro de perda de 60 mil vagas para um saldo de 5,9 mil postos, sendo que as oportunidades dobraram para os trabalhadores que concluíram um curso universitário – passaram de 16 mil vagas para 33,7 mil.

A maioria das vagas criadas, no primeiro semestre, foi destinada aos homens. Dos 392,4 mil novos empregos abertos, 254,9 mil foram ocupados por homens e 137,4 mil, por mulheres. No entanto, as mulheres tiveram um crescimento significativo em relação ao mesmo período de 2017 – do saldo de 71 mil vagas registrado no primeiro semestre do ano passado, 69,5 mil tinham sido preenchidos por homens e 1,4 mil, por mulheres.

O setor que mais contratou mulheres, este ano, foi o de Serviços, que fechou o semestre com saldo feminino em 151,5 mil. Esta também foi a área em que a contratação de trabalhadores com Ensino Superior completo foi maior, e as mulheres são as campeãs em escolaridade.

A maioria das vagas femininas abertas foi destinada a trabalhadoras que concluíram algum curso universitário. O saldo nesta faixa foi de 98,2 mil.

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