Cartão de crédito para negativado: é possível contratar?

De acordo com dados apresentados pelo Serasa em dezembro, mais de 61 milhões de pessoas estão com nome sujo no Brasil

Manaus – Com os índices de inadimplência aumentando nos últimos anos, principalmente em razão da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, estar negativado é uma realidade de muitos brasileiros.

De acordo com dados apresentados pelo Serasa em dezembro, mais de 61 milhões de pessoas estão com nome sujo no Brasil. O que pode atrapalhar todo um planejamento financeiro familiar, sem contar nas restrições de crédito e compra.

Por isso, contratar um cartão de crédito para negativado por ser um grande desafio. Mas não é impossível!

O cartão de crédito é um aliado do brasileiro na realização de sonhos e no consumo cotidiano (Foto: Divulgação)

Bastante utilizado principalmente nas compras de bens e serviços parcelados, o cartão de crédito é um aliado do brasileiro na realização de sonhos e no consumo cotidiano. Nesse momento, em que as rendas sofreram baixas e as contas não param de chegar, ele funciona como um escape para compras emergenciais, por exemplo.

Hoje, quem está negativado consegue encontrar algumas opções de cartões que não consultam os cadastros de inadimplentes durante a análise de crédito. As instituições financeiras estão oferecendo alternativas como cartão de crédito pré-pago ou consignado que podem atender as necessidades de quem está com o nome sujo.

Enquanto o primeiro funciona com recarga de limite através de boleto, depósito ou transferência, o outro é abatido direto em folha de pagamento – podendo ser contratado, principalmente, por funcionários públicos, aposentados e pensionistas.

Além disso, o ideal é buscar opções de cartões sem anuidade, assim não acrescenta nenhuma cobrança adicional além de seus gastos. As principais instituições bancárias digitais já oferecem essa opção de crédito e incluem negativados entre os clientes elegíveis.

Na hora de decidir a contratação desse serviço, estando inadimplente, é importante avaliar e planejar os gastos para não agravar a situação financeira, criando a já conhecida “bola de neve” de dívidas.