Cinco bancos adiam cobranças e BC facilita renegociações

Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Santander estão abertos e comprometidos em prorrogar, por 60 dias, os vencimentos de dívidas

Manaus – Os cinco maiores bancos associados a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú Unibanco e Santander estão abertos e comprometidos em atender pedidos de prorrogação, por 60 dias, dos vencimentos de dívidas de clientes pessoas físicas e micro e pequenas empresas para os contratos vigentes em dia e limitados aos valores já utilizados.

O anúncio foi publicado pela própria Febraban, por meio de nota em seu site. Diz a nota: “a Federação Brasileira de Bancos (Febrban) – e seus bancos associados, sensíveis ao momento de preocupação dos brasileiros com a doença provocada pelo novo coronavírus, vêm discutindo propostas para amenizar os efeitos negativos dessa pandemia no emprego e na renda. Entendem que se trata de um choque profundo, mas de natureza essencialmente transitória”.

A nota encerra dizendo que o objetivo é o “estímulo à economia”.

O CMN adotou duas medidas para facilitar a renegociação de até R$ 3,4 trilhões em empréstimos (Foto: Antônio Cruz/ABr)

BC

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta segunda (16), em reunião extraordinária, duas medidas para facilitar a renegociação de até R$ 3,4 trilhões em empréstimos por famílias e empresas e ainda ampliar a capacidade de crédito do sistema financeiro em até R$ 637 bilhões. Segundo o Banco Central, as medidas têm o objetivo de apoiar a economia brasileira durante o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Segundo apurou o jornal O Estado de S.Paulo, o foco principal do que foi anunciado são as empresas do setor de serviços. A preocupação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, com esse setor é elevadíssima. Ele já havia alertado, na semana passada, para a gravidade do impacto para o segmento, que é grande empregador no País, principalmente para as micro, pequenas e médias empresas que sofrem com problemas de falta de caixa para pagar funcionários e fornecedores. A medida, segundo fontes, tem potencial para dar “fôlego” para os próximos seis meses. O governo quer evitar demissões dos trabalhadores.

“O BC tem um amplo arsenal de instrumentos e vai adotar todas as medidas necessárias para apoiar as empresas e as famílias contra os efeitos adversos da covid-19 na economia”, afirmou o BC, em nota.

A primeira medida aprovada pelo CMN facilita a renegociação de crédito por famílias em empresas que têm boa capacidade financeira e mantém regularidade e adimplência (ou seja, não possuem calotes) em operações com os bancos. Segundo o BC, a medida ajudará o fluxo de caixa desses tomadores durante a pandemia.

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