Com decreto de fechamento de bares, setor estima perca de 8 mil postos de trabalho em Manaus

A preocupação do setor é que o governador prorrogue novamente o fechamento sem aviso prévio. O prazo do decreto da prorrogação das restrições por mais 35 dias, termina nesta segunda-feira (30)

Manaus – Após mais de dois meses do funcionamento do decreto que determina o fechamento e redução de horário de restaurantes, empresários tem esperança de reabrir os estabelecimentos com a flexibilização do horário. O Governo do Amazonas prorrogou o fechamento por mais 35 dias. O prazo para o fechamento finaliza na próxima segunda-feira (30).

No dia 25 de setembro, após o aumento de casos do novo coronavírus, o governador Wilson Lima decretou o fechamento de flutuantes, balneários e bares, que não tivessem Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) principal de restaurante e restringiu o funcionamento dos estabelecimentos que permaneceram abertos até às 22 horas.

A decisão de prorrogação do fechamento causou espanto e estranheza, segundo uma proprietária de bar na zona centro-sul de Manaus. “Não houve nenhuma mudança em ocupação de leitos no período, provando que o segmento não era culpado pelo suposto avanço da pandemia, e continuamos com restrições enquanto eventos eleitorais aconteciam a todo momento, intensamente. Estamos sendo penalizados para manter a atividade política sem restrições” diz proprietária de bar tradicional da cidade.

A preocupação do setor é que o governador prorrogue novamente o fechamento sem aviso prévio. O prazo do decreto da prorrogação das restrições por mais 35 dias, termina nesta segunda-feira (30).

Com fechamento e redução de horário de bares, setor estima perca de 8 mil postos de trabalho em Manaus (Foto: Divulgação)

“O mais absurdo é esperar vencer o decreto para anunciar a prorrogação, reabastecemos os estoques, convocamos funcionários e recebemos isso como prêmio pela falta de planejamento do governo, que em 30 dias não expandiu os leitos e sacrifica um importante setor para geração de empregos pela falta de planejamento”, diz um proprietário de bar da zona centro-sul.

Segundo Fábio Cunha, presidente da associação dos bares e restaurantes do amazonas (Abrasel/AM) mais de 8 mil empregos se extinguiram no setor o que contribuiu para Manaus ser uma das capitais com maior número de desempregados no país. “Os números do Covid em Manaus parecem estáveis, mas não confiamos que o governo está fazendo sua parte para manter emprego e renda da população, afinal até o 13º salário dos servidores já tem data para ser pago, enquanto ainda não sabemos como pagar o 13º dos nossos funcionários. Precisamos abrir para recuperar um pouco do prejuízo deste ano”, diz.

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