Comércio de Manaus deve gerar 1,5 mil vagas temporárias neste fim de ano

Profissionais desempregados veem, nesse período, a chance de voltar ao mercado de trabalho e os empresários do comércio recuperarem parte dos prejuízos

Manaus – O comércio de Manaus se prepara para o aumento das vendas em decorrência das festividades de final de ano. A alta procura se dá também, por conta do pagamento do 13º salário pago nos meses de novembro e dezembro. Pensando nessa crescente, empresários já iniciam as contratações temporárias para atender a demanda das compras de fim de ano. Para os empresários, essa pode ser a última oportunidade do ano para recuperar os prejuízos, enquanto profissionais desempregados veem, nesse período, a chance de voltar ao mercado de trabalho.

Comparado ao ano passado, o índice de contração terá aumento de 42,8%, segundo a CDL Manaus (Foto: Nathalie Brasil/Arquivo)

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus, Ralph Assayag, na capital do Amazonas, a expectativa é tímida, porém positiva. Comparado ao ano passado, o índice de contração terá aumento de 42,8%, e que o início do processo ocorre em novembro.

Assayag projeta alcançar 1,5 mil vagas este ano, 450 contratações a mais que no ano passado. “No final do ano passado, o comércio gerou 1.050 vagas temporárias, para este ano estimamos que 1.500 novas vagas estejam disponíveis entre novembro e dezembro”, explicou.

Em comparação a outros anos, onde o comércio chegava a 5 mil contratações, o presidente da CDL acredita em um novo fôlego para o setor, após a definição política. “Depois das eleições, espero que nós possamos pensar em vender mais, ampliar lojas e contratar mais”, ponderou.

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), nas capitas e interior do País, estima-se que, aproximadamente, 59,2 mil vagas sejam abertas nos setores de comércio e serviço em todo o País. O número é levemente superior aos 51 mil novos postos que foram previstos para o mesmo período do ano passado.

Para este ano, os dados mostram um cenário de moderada melhora na comparação com 2017. Embora ainda representem a maioria, caiu de 82% para 72% o percentual de empresários que não têm a intenção de fazer contratações extras nesse fim de ano.

Em sentido oposto, aumentou de 13% para 17% o percentual dos que devem integrar ao menos um novo colaborador a sua equipe. Reforçar o quadro de funcionários para dar conta do aumento da demanda neste período do ano (81%) é o motivo mais citado na hora de justificar as contratações, mas há também empresários que contratam pensando em melhorar sua competição no mercado (8%) e aqueles que se planejam para lidar com a rotatividade de funcionários (5%).
A maior parte (46%) dos empresários consultados deve contratar apenas um funcionário, enquanto 28% pretendem contratar dois novos colaboradores.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, embora o número de 59,2 mil vagas seja uma pequena fração diante do contingente de quase 13 milhões de desempregados no País, os dados sinalizam uma recuperação gradual da economia e injetam algum otimismo para o início do novo ano. “Para um país que há pouco tempo fechava postos de trabalho, esse número serve de alento e de oportunidade para muitas pessoas. Quem procura há meses uma recolocação no mercado de trabalho pode encontrar nas vagas de fim de ano a chance para começar a colocar a vida financeira em ordem”, afirma a economista.