Comércio quer ‘virar’ crise da Covid e cheia no AM

Setor prejudicado pela pandemia com o fechamento de lojas e demissões, além de enfrentar a maior cheia do Rio Negro, o comércio tenta se reerguer após período no negativo

Manaus – O comércio do Centro foi fortemente atingido pela pandemia e também sofreu com a cheia histórica do Rio Negro, neste ano, o que aumentou a insegurança dos lojistas em relação às vendas. Somente na área do Centro, 57 lojas fecharam no início do ano, de acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-M), que busca reverter a situação e reabrir os locais.

“Essas lojas precisam abrir, em torno de 300 funcionários foram demitidos e nós precisamos recontratar. O segundo semestres geralmente é melhor do que o primeiro, a gente com certeza vai chegar acima do ano passado, se tudo der certo, se os governos não atrapalharem, nós podemos até considerar mesmo com o primeiro trimestre ruim porque estávamos fechados”, disse o presidente da CDL-M, Ralph Assayag.

Situação da saúde e fenômeno natural atingiram o setor que dá sinais de retomada (Foto: Nainy Castelo Branco / Divulgação)

Na cheia, até barricadas e pontes foram instaladas na área central para melhorar a circulação de pessoas. Mas a temporada da vazante traz esperança do aumento da movimentação, principalmente na próxima data comemorativa, o Dia dos Pais.

“Agora está melhorando, aos poucos, o fluxo de pessoas aqui no centro. Isso é bom pra nós, que dependemos de Deus e dos clientes que estão aqui. Estamos esperando a movimentação de muita gente aqui no centro para o Dia dos Pais. Isso vai ser bom para os lojistas e para nós também”, explicou o vendedor Alex Reis.

Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) apontou uma crescente nas vendas do comércio varejista no Brasil, de 1,4% em maio, na comparação com abril. O avanço foi de 16% se comparado a maio de 2020. No Amazonas, as vendas subiram 4,4% em maio, revertendo a queda em janeiro deste ano, quando o comércio não essencial estava fechado por conta da pandemia.

O comércio na capital do Amazonas ficou os dois primeiros meses fechados, registrando queda de -30, 5%, em janeiro. Agora, com o crescimento, a expectativa CDL-M é que no segundo semestre, as vendas aumentem. O presidente da entidade, explica que de modo geral, os seis primeiros meses não são considerados bons.

“O primeiro semestre foi muito ruim, porque imagine, nós ficamos dois meses, janeiro e fevereiro, tudo fechado, se eu comparar com o ano passado, que nós não estávamos fechados, eu tenho problema, então nós estamos fazendo a comparação em cima de 2019 sobre 2021. Conseguimos fazer uma recuperação no segundo trimestre porque o primeiro foi muito ruim. Tudo fechado, era impossível de ter um bom resultado”, explicou Assayag.

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