Contas de luz permanecem com bandeira verde em maio, sem custo extra

Chuvas ao longo de abril ajudaram a recuperar os principais reservatórios de hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional, de acordo com a Aneel

Brasília – As contas de luz terão bandeira verde em maio, sem taxa extra nas tarifas de energia, anunciou nesta sexta-feira (24), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É o quarto mês consecutivo de bandeira verde.

De acordo com a Aneel, as chuvas ao longo de abril ajudaram a recuperar os principais reservatórios de hidrelétricas do Sistema Interligado Nacional (SIN).

No sistema de bandeiras tarifárias, em vigor desde 2015, a cor verde não tem cobrança de taxa extra, indicando condições favoráveis de geração de energia no País (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

“A combinação de reservatórios mais elevados com o impacto das medidas de combate à pandemia da Covid-19 sobre o consumo de eletricidade sinaliza manutenção da elevada participação das hidrelétricas no atendimento à demanda de energia do SIN, sem a necessidade de acionamento do parque termelétrico de forma sistêmica”, informou o órgão regulador.

Esse cenário se refletiu na redução do preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) e dos custos relacionados ao risco hidrológico (GSF). O PLD e o GSF são as duas variáveis que determinam a cor da bandeira a ser acionada.

No sistema de bandeiras tarifárias, em vigor desde 2015, a cor verde não tem cobrança de taxa extra, indicando condições favoráveis de geração de energia no País. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,343 a cada 100 kWh consumidos.

Já a bandeira vermelha pode ser acionada em um dos dois níveis cobrados, dependendo da quantidade de termelétricas acionadas. No primeiro nível, o adicional é de R$ 4,169 a cada 100 kWh. No segundo nível, a cobrança extra é de R$ 6,243 a cada 100 kWh.

As bandeiras tarifárias indicam o custo da energia gerada e possibilitam o uso consciente por parte dos consumidores. Antes do sistema, o custo da energia era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa, com incidência da taxa básica de juros.

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