Corridas de transportes por apps voltam a crescer, com retorno gradual do comércio

No início da pandemia de Covid-19, a quantidade de corridas caiu em até 80%, de acordo com a Cooperativa dos Motoristas de Transporte por Aplicativo no Amazonas

Manaus – Com o retorno gradual do comércio em Manaus, corridas em transportes por aplicativo voltam a crescer: 90% dos motoristas já estão nas ruas, segundo a Cooperativa dos Motoristas de Transporte por Aplicativo no Amazonas. No início da pandemia de Covid-19, a quantidade de corridas caiu em até 80%. Motoristas que alugavam os veículos para trabalhar, chegaram a devolver às locadoras, por conta dos impactos do isolamento social e o medo de contrair a doença causada pelo novo coronavírus.

(Foto: Reprodução)

Segundo Alexandre Matias, presidente da cooperativa, antes do retorno gradual do comércio, os motoristas estavam trabalhando até 18 horas por dia, e recebendo 20% da renda, comparado à renda arrecadada antes da pandemia, quando trabalhavam até 8 horas diárias.

“As pessoas estão saindo, estão fazendo compras, os outros 10% seriam quando as faculdades retornassem, assim como as festas e baladas, porque o motorista por aplicativo tem maior rendimento no fim de semana. A partir de quinta-feira, ele começa a ter maior rendimento e maior rotatividade na cidade”, destaca Alexandre Matias.

Com a redução circunstancial de viagens no início da pandemia, a cooperativa chegou a desenvolver ações para ajudar os motoristas que se afastaram por terem sido infectados pelo novo coronavírus ou ter entregado o veículo, por não ter condições de mantê-lo. De acordo com a cooperativa, o aluguel custa em torno de R$ 1.300.

“Nós fizemos na nossa cooperativa arrecadação de alimentos, tivemos que arrecadar máscaras junto aos aplicativos, para amenizar a dor dos motoristas. E ainda continuamos ajudando vários deles”, comenta Matias.

A cooperativa espera que os 10% dos motoristas que ainda não retornaram ao trabalho voltem às ruas com o último ciclo do plano de retomada das atividades, programado para o dia 6 de julho, durante o qual serão liberadas as atividades de universidades e escolas privadas.

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