Deputado requer diminuição do preço do milho aos pequenos produtores no AM

Requerimento do deputado federal Alberto Neto foi enviado ao Ministério da Agricultura

Manaus – O Programa de Vendas em Balcão (ProVB), desenvolvido pela Companhia de Abastecimento (Conab), tem como objetivo facilitar o acesso de pequenos criadores de animais e micro agroindústrias aos estoques de produtos agrícolas em todo Brasil. No entanto, os preços praticados na comercialização do milho tem prejudicado os produtores no Amazonas.

O deputado Alberto Neto destacou que os programas federais de abastecimento de milho são fundamentais para a sobrevivência dos pequenos criadores de animais (Foto: Divulgação)

O milho é um dos principais insumos da avicultura, suinocultura e outros. Atualmente, o preço praticado pela Conab no Amazonas é o mais alto de todo País. O pequeno produtor do Estado paga R$ 0,89 por cada quilo, enquanto em Roraima, o quilo do grão, que também é oriundo do Mato Grosso, é vendido a R$ 0,78.

Preocupado com os prejuízos acumulados pelo produtores amazonenses, o deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos/AM) requereu ao Ministério da Agricultura que o preço do milho seja revisto. A medida deverá favorecer diretamente os pequenos produtores que terão o grão com valor mais atraente.

“A diferença parece pequena, mas se fizermos os cálculos, veremos que enquanto nossos produtores pagam R$ 53,70 por cada saca, em outras cidades, como Boa Vista, paga-se R$ 46. No bolso do produtor essa diferença é enorme e determina a viabilidade da produção”, disse.

Alberto Neto destacou a importância desse programa para o Amazonas, que mantém 97% de suas áreas de vegetação nativa preservadas e enfrenta enormes restrições ambientais para produzir grãos em larga escala.

“Os programas federais de abastecimento de milho são fundamentais para a sobrevivência dos pequenos criadores de animais. Por isso, eu solicitei da ministra da Agricultura que avalie a possibilidade de atender os pleitos dos produtores”, explicou.

É necessária a redução do preço do milho no Programa Vendas em Balcão; o retorno do subsídio, devido à impossibilidade ambiental de produção de grãos em larga escala; e que nos leilões seja concedido bônus aos adquirentes da região Norte. Isso porque nos últimos leilões do governo federal, nenhum criador do Amazonas conseguiu acesso, em razão das condições do edital.

“É fundamental o atendimento das reivindicações para viabilizar a produção de carnes e ovos, e melhorar a segurança alimentar no Amazonas, que tem metade de sua população na condição de pobreza. Estamos juntos em busca de benefícios para o setor primário do nosso Amazonas”, finalizou.