Desocupação no Amazonas bate recorde em 2020

A taxa média anual de desocupação no Amazonas atingiu 15,8%, em 2020, a maior já taxa registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Pnad Contínua, do IBGE, iniciada em 2012

Manaus – A taxa média anual de desocupação no Amazonas atingiu 15,8%, em 2020, a maior já taxa registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), que começou em 2012. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já no último trimestre do ano passado ocorreu uma reversão e a taxa caiu 1,1 ponto percentual (p.p.), em relação ao trimestre de julho, agosto e setembro e foi influenciada pelo crescimento de trabalhadores por conta própria, informalidade e saída de pessoas da força de trabalho.

Apesar do aumento da desocupação em 2020, há leve recuperação no último trimestre (Foto: Agência Brasil)

De acordo com o IBGE, no último trimestre do ano passado, o nível de ocupação, que são os ocupados em relação àqueles na idade de trabalhar, no Estado, cresceu 1,9 pontos percentuais do 3º para o 4º trimestre, totalizando 1,6 milhão de pessoas ocupadas no Estado ou 51,1% da população em idade de trabalhar.

Apesar do crescimento no último trimestre de 2020, o percentual representa uma variação de -3,7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, aponta o IBGE.

O instituto ressalta que o crescimento na ocupação, do 3º para o 4º trimestre acompanha a alta no número de trabalhadores por conta própria, que no último trimestre de 2020 chegou a 548 mil pessoas (32 mil a mais em relação ao trimestre anterior) e a alta no número de trabalhadores na informalidade no Estado: 1,02 milhão de pessoas ou 63,7% dentre os ocupados; 74 mil pessoas a mais na informalidade.

A taxa média de desocupação em 2020 foi recorde em 20 Estados, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012. As maiores taxas foram registradas em estados do Nordeste e as menores, no Sul do país. Esses resultados decorrem dos efeitos da pandemia de Covid-19 sobre o mercado de trabalho.

No 4º trimestre de 2020, a posição de ocupação classificada como “empregado” apresentou, no Amazonas, o maior número de pessoas ocupadas (850 mil); 53,1% do total de ocupados (1,6 milhão). Desses, 527 mil estavam empregados no setor privado; 63 mil pessoas a menos, ocupadas nesta categoria, em relação ao mesmo período do ano anterior (590 mil). Segundo o IBGE, apesar da queda considerável de ocupações no setor, em relação ao ano anterior, no 4º trimestre do ano, houve acréscimo de 28 mil pessoas ocupadas no setor privado em relação ao trimestre anterior (498 mil).

Já o rendimento médio real dos ocupados em todos os trabalhos no 4º trimestre de 2020 no Amazonas foi de R$ 1.919,00, permanecendo estatisticamente estável em relação ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre do ano anterior, segundo o IBGE.