Dólar sobe e atinge patamar dos R$ 4,12 no mercado futuro

A valorização já era esperada, uma vez que a tendência internacional é de fortalecimento da moeda americana ante principais rivais

São Paulo – Depois de uma abertura em ligeira baixa, o dólar virou para o positivo e renovou sucessivas máximas, atingindo o patamar dos R$ 4,12 no mercado futuro, nesta segunda-feira (13). A valorização já era esperada, uma vez que a tendência internacional é de fortalecimento da moeda americana ante principais rivais e algumas das divisas de países emergentes e exportadores de commodities. O clima é de otimismo com a expectativa de formalização do acordo comercial preliminar entre Estados Unidos e China e arrefecimento da tensão geopolítica entre americanos e iranianos.

Segundo o boletim Focus, a expectativa de crescimento da economia em 2020 seguiu em 2,30%, contra alta de 2,25% há quatro semanas. Para 2021, o mercado financeiro também manteve a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,50%. Os economistas consultados pelo Banco Central projetam corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, em fevereiro deste ano, no encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).

Dólar atingiu R$ 4,12 nesta segunda-feira (13) (Foto: Divulgação)

Pelas projeções que fazem parte do Focus, a Selic permaneceria em 4,25% ao ano de fevereiro a outubro de 2020, quando a taxa básica passaria por elevação de 0,25 ponto porcentual, para 4,50% ao ano. O relatório mostrou ainda alteração no cenário para o dólar em 2020. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano foi de R$ 4,09 para R$ 4,04. Para 2021, a projeção para o câmbio permaneceu em R$ 4,00.

Às 9h41, o dólar à vista era negociado a R$ 4,1098, em alta de 0,40%. Na máxima, chegou a ser cotado a R$ 4,1168. No mercado futuro, o contrato de fevereiro tinha a moeda a R$ 4,1155, em alta 0,43%, depois de ter atingido até R$ 4,1215. De acordo com o estrategista Jefferson Laatus, do Grupo Laatus, a depreciação do real nesta manhã mostra-se exagerada, uma vez que não há motivos domésticos para fazer com que a moeda brasileira tenha o pior desempenho entre as emergentes, ao lado do peso chileno.