Duas toneladas de tambaqui manejado são vendidas, neste sábado, em Manaus

Pescadores da RDS Mamirauá vêm até a capital comercializar o pescado a preços que variam de R$ 9 a R$ 17 o quilo. A venda incentiva o manejo do peixe e gera renda às famílias ribeirinhas

Manaus – Duas toneladas de tambaqui manejado da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá, na região do Médio-Solimões, serão vendidas em Manaus neste sábado (13), na sede da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), na Rua Álvaro Braga, 351, bairro Parque Dez, na Zona Centro-Sul da capital, das 7h às 16h, ou até acabar o estoque. Os preços vão variar de acordo com o tamanho do peixe, indo de R$ 9 a R$ 17, o quilo.

A ação, desenvolvida em parceria com a FAS, permite que a população de Manaus compre pescados manejados diretamente com os produtores, sem a participação de atravessadores ou distribuidores. A venda incentiva o manejo do peixe e gera renda às famílias pescadoras que vivem em comunidades ribeirinhas como as da RDS Mamirauá, uma Unidade de Conservação (UC) onde a FAS atua, em cooperação estratégica com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

(Foto: Dirce Quintino/Divulgação/FAS)

Os tambaquis de rio serão vendidos de acordo com o peso seguindo uma tabela de preços. Os peixes até 4,999 quilos serão vendidos a R$ 9 o quilo; os peixes de 5 a 6,999 quilos o preço pago será R$ 11/kg; de 7 a 10,999 quilos o valor será R$ 14/kg; e tambaquis com peso entre 11 e 15,999 quilos sairão por R$ 17/kg.

Atualmente, o manejo de peixes em Unidades de Conservação (UC) do Amazonas é uma das atividades mais importantes para gerar renda a comunidades ribeirinhas e desenvolver sustentavelmente as regiões. Todo o lucro arrecadado é revertido aos pescadores, estimulando o comércio justo e o empoderamento comunitário.

(Foto: Dirce Quintino/Divulgação/FAS)

Os tambaquis são de rios e lagos na RDS Mamirauá, na zona rural de Fonte Boa (a 678 quilômetros a oeste de Manaus), na região do Médio-Solimões, com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), e também com apoio do Programa Bolsa Floresta (PBF), por meio do Fundo Amazônia/BNDES.

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