Economia virtual: como os jogos online criam valor real

Em 2024, um item do jogo online Counter-Strike 2 foi vendida por exorbitantes 780 mil euros; o equivalente a mais de 5 milhões de reais

Quem circula pelos espaços online sabe que objetos digitais possuem tanto valor quanto aqueles físicos. Uma roupa que usamos custa dinheiro, e o mesmo vale para a “skin” de um personagem em um jogo online. No passado isso não era muito assimilado, mas as coisas mudaram nos últimos anos.

(Foto: arielcreativestudio / Pixabay)

Conceitos como o metaverso ajudaram a mostrar que a economia virtual não é distinta da economia “real”, mas complementar. Isso se estende para todos os aspectos da vida digital, mas para esse texto vamos nos focar nos jogos online e como os seus produtos possuem valores que extrapolam a internet.

Jogos de cassino e apostas esportivas

É impossível falar sobre valores reais em economias virtuais sem começar pelos jogos de cassino online e apostas esportivas, os quais se valem quase que inteiramente desse modelo. A ideia é simples: o jogador deposita valores e esses valores são convertidos em pontos para que ele jogue na plataforma.

Conceitos de “odds”, mercados e palpites aparecem nas melhores casas de apostas, como a EstrelaBet apostas, por exemplo, com as previsões menos prováveis aumentando possíveis ganhos. No esquema “fantasy”, se atribui valores a jogadores e clubes, os quais podem ser comprados ou vendidos pelos players no site onde interagem.

Para quem busca esse tipo de entretenimento, é muito importante estar por dentro de quais são as melhores casas de apostas e cassinos online, considerando elementos como método de pagamento e RTP (“return to player”, o quanto o jogador recebe de volta a cada jogo). O valor virtual, aqui, é real.

Moedas exclusivas de cada jogo

Uma parcela considerável dos títulos online não oferece vendas diretas, do nosso dinheiro da vida real para itens dentro do título. O mais comum é que exista um tipo de moeda virtual, a qual é comprada com valores reais e então utilizada para adquirir itens e melhorias, de acordo com o gameplay do jogo.

Tais moedas também podem ser ganhas por tarefas no game, mas não podem ser reconvertidas para valores reais. Apesar disso, fica claro que quanto mais moedas você conquistar dentro do jogo, menos precisará desembolsar para comprar algo que o interessa, seja uma arma, skin ou um “modo” novo.

Essas e outras compras são chamadas de “microtransações”, e são o exemplo mais conhecido de monetização em jogos online, especialmente aqueles do gênero “free-to-play”. Em títulos assim, o jogador não precisa pagar para começar a jogar, mas consegue adquirir vantagens com dinheiro real.

Customizações e demais elementos cosméticos

Uma parte importante da experiência online é a interação com outros players, o que é impulsionado pelas possibilidades de customização. Quando o “boneco” de todos os jogadores é igual, não existe um senso de identidade, o que faz com que a proximidade entre pessoa e personagem seja reduzida.

É aí que entra a monetização de objetos customizáveis, os quais podem ser comprados e vendidos por valores reais. Em jogos abertos à modificação, como “Second Life”, os próprios players podem criar peças e vendê-las. Quanto mais exclusivo for esse elemento estético, mais ele custará dentro do título.

Isso faz com que games como “Urban Rivals”, um jogo de cartas, tenham uma economia própria; onde itens que podem ser revendidos custam mais ou menos, dependendo da oferta e da demanda. Nesses casos, os players não interagem economicamente apenas com o jogo, mas também uns com os outros.

Assim como produtos fora da internet, o que define o valor de um item online é o quanto indivíduos estão dispostos a pagar para obtê-lo. Com o fim da divisão rígida entre o que é físico e o que é digital, a tendência é que mais e mais os itens em jogos online aumentem em valor monetário na “vida real”.

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