Eletrobras Amazonas aumenta cerco aos ‘gatos’

Estado é o maior com o maior percentual de perdas de energia do País (43%). Equipes de inspeção passarão de dez para até 300, até a metade de 2019

Manaus – O Amazonas é o Estado com o maior percentual de perdas de energia do País, 43%, e para combater o crime, a Eletrobras Amazonas Distribuição vai reforçar as equipes de fiscalização com o apoio da Delegacia Especializada em Combate ao Furto de Serviços (DECFS). As equipes de inspeção passarão de dez para até 300, até a metade de 2019.

Em 2018, foram abertos 32 mil processos contra o furto de energia. (Foto: Eraldo Lopes/RDC)

De acordo com o gerente do Departamento de Medição da Eletrobras Amazonas Distribuição, Marcos Alexandre Brilhante, no ano passado, foram abertos 32 mil processos contra o furto de energia, o que equivale a um prejuízo de R$ 106 milhões para a empresa e de, aproximadamente, R$ 300 milhões que deixam de ser arrecadados em impostos para os cofres estaduais. “Os prejuízos são vários, tanto de arrecadação de impostos quanto para a empresa que tem um prejuízo grandioso que se transfere para a população, como a queima de equipamentos, transformadores e consequentemente aumento na tarifa de energia”, alerta o engenheiro.

Segundo Brilhante, a meta da concessionária é passar de 10 mil inspeções ao ano para 150 mil, em 2019. “Estamos reforçando não só as equipes, mas toda a estrutura de inteligência da medição, já temos instalados 23 mil telemedidores, sistema de monitoramento e fazendo um amplo convênio com a polícia para o combate desses furtos”, afirma.

O gerente faz um alerta à população para que regularize a situação, pois apesar da economia inicial, o crime não compensa. “Quem tiver os desvios, famosos ‘gatos’, regularize, porque vamos chegar às residências e faremos a recuperação do faturamento de tudo que foi desviado no período”, disse. As ações vão abranger consumidores residenciais, comerciais e industriais.

O furto de energia e a fraude em medidores são crimes previstos nos artigos 155 e 171 do Código Penal Brasileiro e podem levar de um a quatro anos de prisão. “Nós separamos juntamente com a concessionária aqueles casos menores, que podem ser resolvidos administrativamente, daqueles que causam um prejuízo maior. Esses, nós transformamos em inquérito policial e remetemos à justiça”, explica o delegado titular da DECFS, Carlos Alberto Andrade.

Segundo o delegado, o trabalho conjunto já é feito normalmente, mas agora está sendo intensificado.

As novas equipes foram apresentadas, ontem, no prédio da DECFS, localizado no 22º Distrito Integrado de Polícia (DIP), na Rua Belém, bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul da capital.