Eletrobras tem meta de demitir mais 2,4 mil funcionários até outubro

Na primeira etapa do programa de desligamento voluntário, em 2013, houve adesão de 736 empregados, enquanto na distribuidora do Amazonas foram 148 adesões

Manaus – A Eletrobras vai reabrir, em outubro, o Plano de Demissão Consensual (PDC) com a meta de desligar 2,4 mil funcionários. Na primeira etapa do PDC, em 2013, houve adesão de 736 empregados, enquanto no Amazonas, foram 148 adesões.

“A tecnologia que é mais avançada, a padronização e a organização dos processos vão permitir ao grupo Eletrobras, como um todo, reduzir em torno de 2,4 mil empregados”, disse o presidente da empresa, Wilson Ferreira Júnior, em declaração, nesta segunda-feira (10), em um almoço com empresários na capital paulista.

Leilão da Amazonas Energia pode ser adiado mais uma vez. (Foto: Eraldo Lopes)

Ferreira disse que espera terminar a gestão na empresa com um quadro de funcionários reduzido à metade do que quando assumiu o cargo. De acordo com ele, eram 24 mil empregados em junho de 2016. Com as privatizações e programas de demissão, a companhia deve ficar com 12 mil funcionários no início do ano que vem.

A empresa propôs o pagamento da multa do FGTS, somado ao aviso prévio correspondente a três salários do empregado, mais 50% relativos à soma dos valores da multa e do aviso prévio, além de cinco anos de plano de saúde para quem aderir ao plano de demissão.

Privatização

Prevista para o dia 26 de setembro, a próxima etapa no programa de privatizações da Eletrobras é a venda da Amazonas Distribuidora de Energia, que pode ter a data novamente adiada, caso o Projeto de Lei que viabiliza finaceiramente a companhia não seja aprovado no Senado antes, afirmou o presidente da Eletrobras. O Senado indicou que o PL só será apreciado depois do primeiro turno, em 9 de outubro.

O leilão evitaria um processo de liquidação da empresa. “É o pior que pode acontecer”, disse sobre a medida que, de acordo com ele, prejudicaria funcionários e credores. Das seis distribuidoras que eram controladas pela estatal, quatro já foram leiloadas.

A Companhia Energética de Alagoas (Ceal) teve o leilão suspenso devido a uma decisão judicial do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ação movida pelo Governo de Alagoas.

Ferreira defendeu, no entanto, que a Eletrobras deve vender parte de suas ações para se capitalizar e fazer os investimentos necessários. “É uma companhia que tem tamanho, representação, que deveria demandar investimentos na casa de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões. E, hoje, ela tem capacidade, mesmo arrumada, de R$ 4 bilhões”, afirmou.

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