Em ano de pandemia, PIM fatura 14% a mais com R$ 111,6 bi e empregos caem 5%

Os empregos caíram, com 96,9 mil vagas diretas e indiretas. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, pela Suframa

Manaus – O Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou R$ 119,68 bilhões, em 2020, alta de 14,2% sobre o ano anterior e o melhor resultado em seis anos. Em dólar, o montante somou US$ 22.81 bilhões, queda de 13,74%, diante da forte desvalorização do real. Já os empregos caíram 5,34% no ano da pandemia, com 96,9 mil vagas diretas e indiretas. O balanço foi divulgado nesta segunda-feira, 15, pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

De acordo com os Indicadores Industrias da Suframa, os segmentos Eletroeletrônico (faturamento de R$ 29,47 bilhões e crescimento de 7,42%) e Bens de Informática do Polo Eletroeletrônico (faturamento de R$ 31,37 bilhões e crescimento de 14,42%) foram os maiores responsáveis pelo bom desempenho do PIM no período. Os dois polos detêm a maior parcela de contribuição no faturamento global do PIM, com participações de 24,63% e 26,25%, respectivamente.

Outros segmentos que também se destacaram foram os subsetores Químico (faturamento de R$ 10,02 bilhões e crescimento de 6,39%), Metalúrgico (faturamento de R$ 9,65 bilhões e crescimento de 19,77%), Termoplástico (faturamento de R$ 8,81 bilhões e crescimento de 28,02%), Mecânico (faturamento de R$ 7,88 bilhões e crescimento de 19,33%) e de Isqueiros, Canetas e Barbeadores Descartáveis (faturamento de R$ 2,4 bilhões e crescimento de 2,89%).

O Polo Industrial de Manaus (PIM) faturou R$ 119,68 bilhões, em 2020 (Foto: Sandro Pereira)

De acordo com o superintendente da Suframa, Algacir Polsin, o Polo conseguiu superar as imensas dificuldades ocasionadas pela pandemia, particularmente no primeiro semestre, e fechar o ano com seus melhores resultados de empregos e faturamento dos últimos anos.

Polsin comentou, ainda, a publicação, no último 10 de março, dos dados da Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísica (IBGE), que apontaram queda na produção física da indústria amazonense em janeiro de 2021. “Embora precisemos analisar ainda mais profundamente esses indicadores, verificamos que setores como os de fabricação de bebidas e de produtos de borracha e material plástico, os quais fazem parte da indústria incentiva da Zona Franca de Manaus, foram destaques de crescimento na produção, da ordem de 10,1% e 15,7%, respectivamente”, disse

Produtos

Entre os produtos que tiveram aquecimento das linhas em 2020, destacam-se, principalmente, os telefones celulares, cuja fabricação de 14,6 milhões de unidades representou crescimento de 2,6% na comparação com o volume fabricado no período de janeiro a dezembro de 2019. Condicionadores de ar do tipo split system, com 5,2 milhões fabricados e crescimento de 7,93%, e condicionadores de ar de janela, com 452,8 mil itens e crescimento de 6,49%, também tiveram bom desempenho de produção.

Outros produtos que se destacaram no período incluíram rádios e aparelhos reprodutores e gravadores de áudio (Mp3/mp4 e toca disco digital a laser), com 394,3 mil unidades e crescimento de 11,47%; home theaters, com 62,4 mil e crescimento de 81,55%; microcomputadores portáteis, com 673,2 mil unidades fabricadas e crescimento de 78,44%; aparelhos de barbear, com 1,8 milhão e crescimento de 16,50%; e discos digitais a laser gravado (blu-rays, com 9 milhões e crescimento de 109,84%.

O produto com maior crescimento de produção no ano de 2020 foi o tablet PC, com pouco mais de 1 milhão de unidades fabricadas e aumento de 126,31%.

Empregos

O PIM registrou, em dezembro de 2020, o total de 96.934 trabalhadores, entre efetivos, temporários e terceirizados, o que representa uma queda de 5,34% ante novembro de 2020 (102.407 trabalhadores), mas um crescimento de 5,91% na comparação com dezembro de 2019 (91.520 trabalhadores). Com os resultados contabilizados ao final de dezembro, o PIM fechou 2020 com uma média mensal de 94.046 empregos, o que representa sua melhor média mensal de mão de obra empregada dos últimos cinco anos.