Em manaus, 58% dos trabalhadores estão na informalidade

Os números referem-se aos trabalhadores que estão ocupados nos grupos de setor privado, por conta própria, empregadores, trabalhadores domésticos e trabalhador familiar auxiliar

Manaus – A capital amazonense está acima da média brasileira em relação ao número de pessoas ocupadas, mas que estão na informalidade. Enquanto a taxa do País é de 40,9%, na cidade, 58,35% dos ocupados trabalham em regime informal. Os dados referem-se ao último trimestre de 2019, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no dia 14 de fevereiro deste ano.

Os dados referem-se ao último trimestre do ano passado (Foto: Valter Campanato/ABr)

Conforme dados apresentados pelo IBGE, o Estado possui 1.657 milhão de pessoas na força de trabalho, destes, 967 mil estão na informalidade. No Brasil, são 94.552 milhões na força de trabalho e 38.735 milhões sem carteira assinada ou CNPJ. Os números referem-se aos trabalhadores que estão ocupados nos grupos de setor privado, por conta própria, empregadores, trabalhadores domésticos e trabalhador familiar auxiliar.

Segundo o supervisor de disseminação do IBGE, Adjalma Nogueira, são poucos os trabalhadores informais que migraram para este grupo espontaneamente. A maioria deles foi conduzida a informalidade devido às circunstâncias.

“O percentual de trabalhadores informais no Amazonas é bem acima da média nacional, e bem acima de alguns outros estados. Então, nós temos um quantitativo de trabalhadores na informalidade muito alto. Muitos trabalhadores estão migrando para a informalidade porque perderam seus postos de trabalho normal. Portanto, eles estão indo para informalidade para poder ter um ganho, um recurso, um rendimento, já que os postos formais diminuíram sensivelmente nos últimos anos”, disse Adjalma.

O número de trabalhadores na informalidade impacta diretamente na remuneração dos mesmos, que acabam tendo um rendimento abaixo daqueles que possuem registro profissional, conforme Nogueira.

“Geralmente, quando você compara um trabalhador informal, com um trabalhador com carteira assinada, certamente, vai ter uma diferença muito grande em relação ao trabalhador informal. Portanto, a maioria dos informais está numa condição assalariada menor que o trabalhador formal”, afirmou Nogueira.

Grupo de atividades

Os trabalhadores domésticos são os que apresentam o maior número de pessoas trabalhando na informalidade, no Estado, com 61 mil, o que representa 83,5%. Há um total de 73 mil ocupados neste grupo, logo, apenas 12 mil possuem carteira assinada, de acordo com o IBGE.

De acordo com a pesquisa divulgada pelo IBGE, um trabalhador doméstico contratado com carteira assinada recebe, em média, R$ 1.113, enquanto os que prestam serviço sem carteira assinada recebem somente R$ 659, 59,2% a menos.

“O trabalhador doméstico talvez seja a categoria que mais está sendo prejudicada no contexto dos informais”, disse o supervisor do IBGE.