Entrega de novo porta-contêiner representa aposta no crescimento da cabotagem

Com capacidade para 2.700 TEUs, o Log-In Polaris está ancorado no Terminal 3, no Porto Chibatão

Manaus – Apostando no crescimento da cabotagem no Estado, a Log-In Logística Intermodal entregou, no final da tarde desta quinta-feira (14), o novo porta-contêiner, o Log-In Polaris, com capacidade para 2.700 TEUs. O navio está ancorado no Terminal 3, no Porto Chibatão, bairro Colônia Oliveira Machado, zona sul da cidade. O evento contou com a presença do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes. Segundo ele, esse tipo de transporte tem potencial para crescer 30% ao ano.

Para o superintendente da Suframa, Alfredo Menezes, a entrega de um navio desse porte demonstra a confiança do investidor, apesar do momento econômico vivido pelo País (Foto: Stephane Simões/Divulgação)

O diretor de relações institucionais da Log-In, Cleber Lucas, disse que a empresa sempre esteve ligada no desenvolvimento da cabotagem, que acarreta, diretamente, no desenvolvimento da região amazônica e, sobretudo, de Manaus. Para ele, esse modo de transporte veio para gerar competitividade, além de eficiência para as empresas e aqueles que querem operar uma logística mais eficiente.

“Isso representa um compromisso, que já foi assumido há tempos pela Log-In, de servir ao Polo Industrial de Manaus e investir para que os usuários sejam atingidos, e que o crescimento que, com certeza, acontece e acontecerá nessa região, conte com uma alternativa eficiente, que é a logística da Log-In”, afirmou.

Para o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Alfredo Menezes, a entrega de um navio desse porte demonstra a confiança do investidor, apesar do momento econômico vivido pelo Brasil. “Uma empresa como a Log-In, em parceria com o Porto Chibatão, melhorando a competitividade dos nossos produtos”, acrescentou.

Conforme o ministro da Infraestrutura, ao longo do tempo a cabotagem não cresceu em função de restrições impostas pelo estímulo à indústria naval. Uma reavaliação dessa política foi realizada, em que foi possível perceber que a indústria naval tem uma capacidade muito específica, que é o apoio marítimo, portuário e a navegação interior.

“Isso nós estamos preservando, estamos liberando esse segmento para que possamos trazer embarcações estrangeiras a preços mais baixos. Nós estamos atuando em outros fatores de custos, como tributos, combustível, tripulação, para tornar esse transporte mais competitivo. Nós vamos ter novas formas de afretamento. Vamos poder afretar embarcações a viagem, com bandeira estrangeira, justamente para aumentar a oferta de cabotagem no Brasil e aproveitar o potencial que nós temos”, disse.

Gomes afirmou que a cabotagem tem crescido 18% ao ano. Porém, o ramo tem potencial para crescer 30% ao ano. “É atrás disso que nós vamos correr, para explorar esse potencial, fazer com que a cabotagem tenha uma participação cada vez mais expressiva na matriz de transportes”, falou.

Pavimentação da BR-319

Durante o evento, o ministro comentou sobre os dois segmentos da BR-174, sendo um deles no Careiro, com 52 quilômetros. As obras de pavimentação neste trecho, de acordo com ele, iniciam em 2020. O trecho do meio da BR está com projeto de engenharia em andamento, passando por melhorias e adaptações.

“É o tempo em que a gente, com o órgão ambiental, consegue o licenciamento, para que tenhamos tudo ajustado para, em 2021, começar a obra no trecho do meio”, ressaltou.

Concessão dos aeroportos

Tarcísio Gomes reiterou que o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes faz parte de um dos blocos de concessão. Em 2020, o aeroporto passará a compor o bloco norte, junto com outros aeroportos da região.

“É um aeroporto, para nós, muito importante, muito relevante, pelas funções que desempenha, tanto no transporte de passageiros quanto nos transporte de carga. Esses estudos estão concluídos. Em janeiro, a gente deve publicar a consulta pública. Então, a gente começa a debater o modelo para a sociedade. Na sequência, a gente encaminha para o Tribunal de Contas da União. E a nossa previsão é fazer o leilão em outubro do ano que vem”, explicou o ministro. “A vida do amazonense deve se tornar mais fácil depois da concessão, principalmente, pelo aumento da oferta de voos”, finalizou.

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