Fábricas param no PIM por causa do Covid-19

Vice-Presidente da Fieam, Nelson Azevedo, afirma que o momento é de análise da situação, mas não descarta desemprego geral com a paralisação da economia pelo coronavírus

Manaus – Em meio a crise causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), especialistas estão preocupados com a queda da produção e demissões nas indústrias e comércios do Amazonas. A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), prevê os impactos causados na Zona Franca Franca de Manaus (ZFM), já que muitos insumos são importados da China. As fábricas Honda, Transire, BMW e Samsung, já paralisarão suas produções.

A BMW do polo de duas rodas é uma das fábricas que vão parar (Foto: Eraldo Lopes/Arquivo GDC)

Em entrevista à RÁDIO DIÁRIO 97.5, nesta terça-feira (24), o vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, disse que, após as medidas necessárias adotadas pelo governo federal, Estado e Prefeitura, algumas indústrias já estão sentindo o impacto causado pelo coronavírus. Grandes fábricas do PIM já anunciaram a paralisação da produção, como a Transire, Honda, BMW e Samsung. “As empresas estão sempre preparadas e organizadas para alguma emergência, mas, estamos em uma situação de certa dificuldade. Já temos empresas que paralisaram suas atividades por conta da pandemia do Covid-19, como por exemplo, o polo relojoeiro”, disse Azevedo.

Segundo o vice-presidente da Fieam, as indústrias ainda não cogitam demissão, o último recurso. “Logicamente, que dentro desse pacote não se pode desprezar nada. Primeiro, será utilizado o artifício das férias coletivas e antecipação de férias. Agora, a economia toda completamente parada, indústria e comércio parados, isso começa a afetar os serviços. Vai fechar muita coisa, haverá desemprego de modo geral e provavelmente poderá alguma coisa na indústria acontecer, porque não tem investimento nesse momento”, explicou.

Para Azevedo, o crescimento da economia depende do consumo das famílias, algo inverso ao que está ocorrendo, o que pode aumento o desemprego, além dos aspectos psicológicos gerados pela crise, que deverá afetar de forma negativa a demanda e desestimulando os investimentos. “As empresas estão tomando os devidos cuidados de higiene e assepsia nos ambientes, orientando o trabalhador de como deve proceder dentro e fora da fábrica, inclusive com distância regulamentares”, disse.

Azevedo disse que a Fieam e as indústrias realizaram diversas reuniões, sempre em contato com o Ministério da Saúde, Secretária de Estado de Saúde e Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas. “As empresas tem estrutura na parte médica hospitalar dentro das fábricas e ao entrar nas fábricas do Distrito Industrial, as pessoas passam por um equipamento que afere a temperatura corporal. Então, esse é um dos cuidados adotados”, relatou Azevedo.

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