Faltou emprego para 28,5 milhões de pessoas no 1º trimestre

A taxa de desemprego no País ficou em 12,3%, no trimestre encerrado em maio. A taxa é menor que a registrada no trimestre encerrado, em fevereiro deste ano (12,4%), segundo o IBGE

Manaus – Faltou trabalho para um montante recorde de 28,524 milhões de pessoas no País no trimestre encerrado, em maio, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada, em 2012, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população desocupada ficou em 13 milhões de pessoas.

No período, o País registrou 13 milhões de desempregados (Foto: Wilson Dias/ABr)

A taxa composta de subutilização da força de trabalho aumentou de 24,6% no trimestre até fevereiro para 25,0% no trimestre até maio. O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar.

Em todo o Brasil, há um recorde de 7,226 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas

Na passagem do trimestre até fevereiro para o trimestre até maio, houve um aumento de 582 mil pessoas na população nessa condição. Em um ano, o País ganhou mais 898 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas.

Queda da taxa
A taxa de desemprego no País ficou em 12,3% no trimestre encerrado em maio. A taxa é menor que a registrada no trimestre encerrado em fevereiro deste ano (12,4%). No trimestre fechado em maio de 2018 ela foi de 12,7%.

Por outro lado, o Brasil registrou uma população recorde de 4,905 milhões de pessoas em situação de desalento no período. O resultado significa 93 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em fevereiro. Em um ano, 175 mil pessoas a mais caíram no desalento.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga.

Em apenas um ano, o trabalho por conta própria ganhou a adesão de 1,170 milhão de pessoas. Em um trimestre, foram 322 mil trabalhadores a mais nessa condição.

O trabalho sem carteira assinada no setor privado cresceu, para um total de 11,384 milhões. A população ocupada totalizou 92,947 milhões no trimestre encerrado em maio.

Foram abertas 243 mil vagas com carteira assinada no setor privado em relação ao trimestre terminado em fevereiro. Em relação ao trimestre encerrado em maio de 2018, foram criados 521 mil vagas formais no setor privado.