Famílias de baixa renda no AM gastam mais com moradia e alimentos, aponta estudo

Famílias com rendimento de até dois salários-mínimos têm maior gasto com alimentação e habitação, segundo Pesquisa de Orçamento Familiar 2017-2018 do IBGE

Manaus – No Amazonas, as famílias com rendimento de até dois salários-mínimos (R$ 1,9 mil) comprometiam um percentual maior de seu orçamento em despesas com alimentação e habitação do que aquelas com rendimentos superiores a 25 salários-mínimos (R$ 23,8 mil). Somados, os dois grupos (alimentação e habitação) representavam 65,9% das despesas das famílias com menores rendimentos, sendo 26,1% destinados à alimentação e 39,8% voltados à habitação. Entre aquelas com os rendimentos mais altos, a soma atingia 38,6%, sendo 7,4% com alimentação e 31,2% com habitação. Os dados são da Pesquisa de Orçamento Familiar 2017-2018, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Alimentação e habitação representam 65,9% das despesas das famílias (Foto: Sandro Pereira)

Para as famílias que formam a classe de maiores rendimentos, as despesas com alimentação (R$ 1,2 mil) eram mais que o dobro do valor médio do total das famílias do estado (R$ 557,70) e mais que o triplo do valor da classe com rendimentos mais baixos (R$ 386,31).

A pesquisa revela também que, no Amazonas, o transporte comprometia 11,7% (R$ 377,09) dos gastos das famílias locais, no que refere ao total das despesas de consumo. Já a Educação representou 2,5% (R$ 82) do total das despesas de consumo dos amazonenses. Nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários-mínimos (R$ 23,8 mil), esse gasto era mais de 26 vezes maior do que naquelas famílias com rendimento de até dois salários-mínimos (R$ 1,9 mil), ou seja, enquanto a primeira categoria de família gastava R$ 510,60 em educação, a outra gastava R$ 19,32.

A despesa com alimentação fora do domicílio no Estado do Amazonas participou de 20,3% (R$ 112,94) no total das despesas com alimentação, já a da alimentação no domicílio foi de 79,7% (R$ 444,76). Essa participação muda se compararmos com as classes de rendimento das famílias. Nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários-mínimos (R$ 23,8 mil), a alimentação no domicílio participava de 63,8% (R$ 812,93) do total das despesas com alimentação e a alimentação fora do domicílio participava de 36,2% (R$ 462,14) das despesas com alimentação. Naquelas famílias com rendimento de até dois salários-mínimos (R$ 1,9 mil), ou seja, a alimentação no domicílio participava de 84,0% (R$ 324,48) do total das despesas com alimentação e a alimentação fora do domicílio esse gasto participava de 16,0% (R$ 61,83) das despesas com alimentação.

A despesa total média mensal familiar no Amazonas era de R$ 3.218,87 em 2017-2018, nas famílias com rendimentos superiores a 25 salários mínimos (R$ 23.850), a despesa total média mensal era de R$ 17,2 mil e nas famílias com rendimento de até dois salários-mínimos (R$ 1,9 mil), essa despesa era de R$ 1,4 mil.
As despesas correntes representavam 95,5% do total. Os outros 4,5% podem ser decompostos em: participações de 1,9% referentes ao aumento do ativo (aquisição de imóvel, reforma e outros investimentos) e 2,6% para a diminuição do passivo (pagamentos de empréstimos e prestações de financiamento de imóvel).

No que se refere às despesas totais, as despesas de consumo ficaram com 83,8% do total, fazendo parte desse grupo as despesas com alimentação, habitação, transporte etc., e 11,8% foram gastos com outras despesas correntes.

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