Feira da Banana já enfrenta impactos econômicos em meio a pandemia

O local, que recebia em torno de 5 mil pessoas diariamente, após as medidas tomadas para evitar a proliferação da Covid-19, caiu para 1 mil

Manaus – A Feira da Banana, localizada na Manaus Moderna, é o centro de distribuição de frutas e verduras para supermercados, restaurantes e municípios do interior do Amazonas. O local, que recebia em torno de 5 mil pessoas diariamente, após as medidas tomadas para evitar a proliferação da Covid-19, caiu para 1 mil.

Feira pode sofrer desabastecimento nas próximas semanas, principalmente da banana pacovã, produto muito vendido na feira (Foto: Divulgação)

“Aquelas pessoas que são consumidoras, que vinham comprar em pequenas quantidades, não estão vindo mais à feira. Quem mais vem até a feira agora são pessoas de redes de supermercados, restaurantes, que infelizmente estão fechando também”, explicou o presidente da Comissão Gestora da Feira da Banana, Moacir Cintrão.

Com a pandemia do novo coronavírus, e a suspensão das viagens de barco para o interior, bem como viagens de transporte fluvial de municípios para capital, a feira pode sofrer desabastecimento nas próximas semanas, principalmente da banana pacovã, produto muito vendido no local.

De acordo com Moacir Cintrão, a situação é preocupante. Muitos barcos que trazem produtos para a capital poderão não vir mais. “Não existe barco nenhum que consiga vir só com carga, isso é uma situação preocupante porque pode desabastecer a cidade de Manaus, no que diz respeito a frutas, verduras e até mesmo farinha. Hoje, nós temos a banana pacovã de Manicoré, Boca do Acre, Santarém (PA) e Rio Branco (AC)”, destacou.

O decreto do governo do Estado proíbe apenas o transporte de passageiros. A carga poderá ser levada aos municípios. Alguns barcos estão atracados no porto da Manaus Moderna com mercadorias, e os donos das embarcações que ainda não saíram alegam dificuldades para pagar a viagem.

Segundo o dono de embarcação Marcos Lima, a viagem apenas com mercadoria não é um bom negócio. “Se a gente for cobrar para não ganhar nada, um motor levando só mercadoria, a gente vai cobrar mais caro. O comerciante paga por um preço mais alto e vende o produto mais caro”.

Sabinael de Souza, responsável por outra embarcação, relata que numa viagem feita apenas com mercadoria, o faturamento por viagem pode reduzir em até 50%. “Para a gente levar só carga, não compensa”, ressaltou.

Anúncio