Feiras já estão sem estoque de alimentos devido greve de caminhoneiros

Associação dos supermercadistas afirma que há produtos para mais 15 dias e que consumo está dentro da normalidade, mas alguns estabelecimentos já estão restringindo os itens por clientes

Manaus- A paralisação dos caminhoneiros em Manaus vai provocar desabastecimento de alimentos nas feiras enquanto os supermercados têm estoques para 15 dias. A escassez de produtos já provocou o aumento de preços para os feirantes, em pelo menos, 50%.

A escassez de produtos já provocou o aumento de preços para os feirantes, em pelo menos, 50%. Foto: Divulgação

Apesar de negar que o movimento tenha afetado os estoques das redes de supermercados até o momento, o superintendente da Associação Amazonense de Supermercados (Amase), Alexandre Zuqui, afirma que se o protesto perdurar por mais tempo serão afetados. “Por estarmos longe de centros de abastecimentos, acabamos comprando mercadorias com estoque. Por isso ainda não afeta”, disse.

Segundo Zuqui, as quatro redes nacionais e dez regionais que atuam em Manaus trabalham com média de 15 e 12 dias de estoque para os perecíveis. O superintendente também afirmou que o movimento nas redes estava dentro da normalidade. “O maior movimento é na sexta, sábado e domingo, e hoje (sexta) está dentro da normalidade”, disse.

Mesmo com a normalidade apontada pela associação, alguns supermercados limitaram o número de itens por consumidor. Na outra ponta, as feiras de Manaus já sentem os impactos do movimento dos caminhoneiros. Segundo o Sindicato dos Feirantes, grande parte de hortifrutigranjeiros já desfalca estoques dos atacadistas e as câmaras frigoríficas no Ceasa e Manaus Moderna estão praticamente vazias.

“Os feirantes e mercadinhos, em geral, sabendo da greve e da possível falta desses produtos, promoveram uma verdadeira corrida para efetuar as compras dos mesmos e tentar fazer um estoque mínimo”, afirmou o presidente do sindicato, David Lima.

Anúncio