FGTS do trabalhador tem maior rendimento

A estimativa é de que a correção das contas do FGTS passe dos atuais 3% ao ano para 4,8% ao ano, ficando acima da inflação prevista para 2017, com o depósito de R$ 7,5 bilhões nas contas

Da Redação com Agências / [email protected]

Segundo a Caixa Econômica, 259,6 milhões de contas com saldo até 31 de dezembro de 2016 vão receber depósitos (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Manaus – O trabalhador passa a contar com uma maior rentabilidade nas contas vinculadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com a aprovação da Lei 13.446, a estimativa é de que a correção das contas do FGTS passe dos atuais 3% ao ano para 4,8% ao ano, ficando acima da inflação prevista para 2017, com o depósito de R$ 7,5 bilhões nas contas dos empregados com carteira assinada em todo o País.

Segundo informações da Caixa Econômica Federal, 259,6 milhões de contas com saldo até 31 de dezembro de 2016 vão receber depósitos. Os valores a serem repartidos correspondem a 1,88% do saldo das contas.

Com a lei, metade do resultado do fundo será creditado automaticamente, todos os anos, em agosto, nas contas vinculadas, de forma a aumentar a remuneração. Tem direito ao valor os trabalhadores com valores em contas do FGTS em 31 de dezembro de 2016. A apuração do resultado ocorrerá nos meses de junho e julho.

Se o trabalhador sacou todo o dinheiro de uma conta inativa, mas ela estava com saldo positivo em 31 de dezembro de 2016, essa conta continua existindo, e será feito por meio dela o pagamento do rendimento do FGTS.

Nas contas

Como o prazo fixado para a retirada desses recursos termina em 31 de julho e não há planos para prorrogar o calendário, os donos de contas inativas passarão a ter saldo residual que não poderão ser sacados como vem ocorrendo com os saldos das contas inativas até 31 de dezembro de 2015 de quem pediu demissão ou foi demitido por justa causa.

O novo rendimento será depositado em agosto de 2017. Para sacar esse dinheiro extra, as modalidades de saque permanecem as previstas em lei, como compra da casa própria, aposentadoria ou doenças graves, no caso das contas ativas. O saque das contas inativas é autorizado quando o trabalhador fica fora do mercado por mais de três anos.

“O resultado ainda não está fechado. A estimativa é de que o fundo tenha R$ 15 bilhões em 2016”, disse o secretário executivo do Conselho Curador do FGTS, Bolivar Moura Neto. Metade desse valor estimado (R$ 7,5 bilhões) será creditada nas contas dos trabalhadores proporcionalmente, como estabelece a Lei 13.446.

“O FGTS vem contribuindo para o Brasil. Com o pagamento das contas inativas serão injetados R$ 43 bilhões na economia. O fundo também é importante para a habitação e o saneamento, e essa medida veio para melhorar a vida dos trabalhadores”, disse Bolivar Neto.