‘Governo tem que entender a ZFM’, diz Arthur Neto

Após a redução da alíquota do crédito do IPI para o polo de refrigerantes, o prefeito de Manaus cobrou que o governo entenda mais o PIM e respeite a “Região mais importante do País”

Manaus – O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, afirmou que o governo federal deveria buscar mais entendimento sobre o Amazonas e suas indústrias, ao se referir à redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) do setor de produção de refrigerantes da Zona Franca de Manaus (ZFM), que diminuiu de 10% para 4%.

De acordo com o prefeito, é necessário entender a importância do polo de concentrados não só para as fábricas instaladas, citando a Coca-Cola e a AmBev, mas principalmente para os milhares de empregos que gera no interior, a exemplo da plantação de cana de açúcar em Presidente Figueiredo e a agricultura familiar do guaraná em Maués.

Empregos no interior são gerados pelo setor (Foto: Divulgação/M. Rocha)

Para Arthur, profundo conhecedor das questões ligadas à Zona Franca de Manaus, a bancada do Amazonas tem feito seu papel, assim como a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), porém há necessidade de uma compreensão maior sobre o tema por parte do governo federal.

“A bancada tem se movimentado, assim como a Suframa tem sido muito ativa. Precisamos todos estar muito unidos nessa hora. Porém, é um equívoco danado pensar que o subsídio é destinado a 80 empregos, como já ouvi do ministro da Economia, Paulo Guedes. Na verdade, são cerca de 10 mil empregos espalhados pelo interior do Estado. O polo de concentrados ajuda a gerar empregos e economias em cadeia no interior, em cidades que, praticamente, não conhecem uma ocupação”, alertou o prefeito de Manaus.

Outro ponto, segundo Arthur Virgílio, é a desvalorização e desconhecimento da região mais estratégica para o Brasil e para o mundo.

“O governo deveria fazer todos os esforços para, ao invés de assustar e criar frenesi na nossa região, entender que ele tem que tratá-la com todo o respeito e dar a devida atenção à região mais importante do Brasil. O governo federal precisa acordar para isso. Estamos precisando de dinheiro para pesquisas em cima da biodiversidade, necessitamos de investimentos em portos, hidrovias, internet, em telefonia celular, formação de mão de obra, inovação e investimentos em novos polos, mas tirar incentivos não. Não façam isso. Só mexam aqui se for para melhorar”, demandou.

O prefeito de Manaus afirmou ainda que, se as empresas saírem de Manaus, será uma perda muito grande para o Brasil, pois tem certeza que elas não vão se estabelecer mais no País, a exemplo do que fez a Pepsi, em 2019, quando saiu de Manaus e mudou sua fábrica para o Uruguai. Ele também cobrou investimento em novos polos para a região.

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