Governo vai reduzir gastos com abono e seguro-desemprego

A previsão de redução é para cobrir os calotes de Venezuela e Moçambique em empréstimos garantidos pelo FGE. O projeto de lei estabelece abertura de um crédito suplementar de R$ 1,2 bilhão

Brasília- O governo vai reduzir a previsão de gastos deste ano com abono salarial e seguro-desemprego para cobrir os calotes de Venezuela e Moçambique em empréstimos garantidos pelo Fundo de Garantia às Exportações (FGE), do Ministério da Fazenda. É o que prevê um projeto de lei enviado, na última semana, ao Congresso Nacional, estabelecendo a abertura de um crédito suplementar no valor de R$ 1,2 bilhão ao Orçamento de 2018, para honrar a nova despesa.

O governo vai reduzir a previsão de gastos deste ano com abono salarial e seguro-desemprego. (Foto: EBC)

Fonte da área econômica disse que essa proposta não fará faltar dinheiro para os dois programas sociais: o governo constatou que vai gastar menos do que esperava, por acreditar na recuperação do mercado de trabalho. Esse ‘excesso’, estimado em R$ 2 bilhões, servirá para acomodar a cobertura do calote, que estava sem previsão no Orçamento.

O governo informou, na última quinta-feira, que precisará honrar R$ 1,3 bilhão em dívidas da Venezuela e de Moçambique com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Credit Suisse, que vão vencer a partir do próximo dia 8. São empréstimos que têm o FGE como avalista. Nessa condição, o fundo tem de cobrir eventuais calotes. O FGE tem dinheiro para honrar o compromisso. Mas, como o gasto não está previsto no Orçamento, o pagamento não pode ser feito. O problema é resolvido com a aprovação de um crédito suplementar.

Segundo a fonte da área econômica, se a dívida não for honrada, há risco de o Brasil entrar em ‘default técnico’. Nessa situação, os credores externos do Brasil podem pedir quitação antecipada de dívidas do País. Há risco também de rebaixamento da nota do Brasil pelas agências de classificação de risco.

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