Humaitá é líder na extração de castanha

O município produziu 11,7% do volume do País. O Amazonas foi o maior produtor nacional, com 12,1 mil toneladas, indica a pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2018

Manaus – O município de Humaitá (a 590 quilômetros a sudoeste de Manaus) liderou a produção nacional de castanha do Brasil, em 2018, com 4 mil toneladas, equivalente a 11,7% do volume total produzido no País. O Amazonas foi o maior produtor nacional, com 12,1 mil toneladas. No País, a safra cresceu 46,3% e atingiu 34,1 mil toneladas, ao movimentar R$ 130,9 milhões. Os dados são da pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2018 (PEVS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo com menor preço médio pago ao produtor, em razão da maior oferta do produto no mercado, o crescimento no valor de produção foi de 35,4%, aponta o IBGE.

Mesmo com menor preço médio pago ao produtor, o crescimento no valor de produção da castanha foi de 35,4% (Foto: Divulgação)

Açaí

Já o Pará liderou a produção de açaí, respondendo por 147,7 mil toneladas, volume 4,1% maior que o registrado em 2017. Segundo o IBGE, Na lista dos dez municípios que apresentaram os maiores volumes de produção em 2018, oito são do Pará, liderados por Limoeiro do Ajuru, que respondeu por 18,5% do total nacional de açaí extrativo, com produção de 41 mil toneladas.

No grupo de produtos alimentícios não madeireiros da extração, o açaí tem o maior valor de produção e registrou volume de 222 mil toneladas produzidas, 0,9% acima do obtido em 2017. Isso representou alta de 2,5% no valor de produção, equivalente a R$ 592 milhões.

O açaí participa com 46,3% no valor de produção dos produtos alimentícios e a a participação do açaí extrativo dentro do total da produção nacional de açaí equivale a 12,8%.

Produtos extrativos

De acordo com a pesquisa, os produtos extrativos não madeireiros registraram crescimento de 1,8% no valor de produção, atingindo R$ 1,6 bilhão. Já o grupo de produtos alimentícios, considerado o maior entre os produtos não madeireiros, novamente apresentou valor de produção crescente (4,1%), somando R$ 1,3 bilhão, em 2018.

Segundo o IBGE, Em 2018, ocorreu nova queda na produção dos principais produtos madeireiros do extrativismo. A madeira em tora, produto com maior participação no valor de produção do grupo, houve redução de 4,9%, com um total de 11,6 milhões de metros cúbicos. Por consequência, apresentou queda no valor de produção de 3,7%, que totalizou R$ 1,9 bilhão.

A pesquisa apontou que o valor da produção florestal registrada por 4.897 municípios brasileiros em 2018 alcançou R$ 20,6 bilhões, aumento de 8% na comparação com 2017.

Desse total, o maior valor de produção foi identificado na silvicultura (R$ 16,3 bilhões), que responde por 79,3% do total, com expansão de 11,1% em relação a 2017, enquanto a extração vegetal apresentou valor de produção de R$ 4,3 bilhões, com retração de 2,7% na mesma comparação.