IBGE: Varejo do Amazonas tem alta de 7,9% nas vendas 

Proporcionalmente, as vendas da região foram a terceira maior alta entre os Estados, em 2019, de acordo com pesquisa mensal do comércio varejista divulgada pelo IBGE

Manaus – A Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta quarta-feira (12), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que, no acumulado do ano, o setor apresentou crescimento de 7,9%. Em dezembro de 2019, o volume de vendas do varejo amazonense sofreu variação negativa (-6,8%) frente a novembro, na série com ajuste sazonal. No entanto, na comparação com dezembro de 2018, o comércio varejista no Amazonas cresceu 6,9%.

Os dados mostram um desempenho melhor do setor do comércio do Estado em 2019 do que aquele observado em 2018, quando a variação acumulada de 12 meses foi de 4,4%.

O varejo encerrou o ano passado com uma expansão de 1,8% (Foto: Rovena Rosa/ABr)

A variação de -6,8% do volume de vendas de dezembro de 2019, na comparação com novembro, no Amazonas, foi o quarto pior desempenho entre as 27 Unidades da Federação. As maiores altas ocorreram no Rio Grande do Sul (3,5%), Amapá (2,0%) e Rio de janeiro (1,7%). Já Roraima (-13,8%), Rondônia (-9,5%) e Acre (-8,2%) figuraram como os Estados com as maiores quedas no volume de vendas do mês.

Apesar da queda no volume percentual de vendas em dezembro, com relação a novembro de 2019, o crescimento acumulado de 2019 (7,9%), do Amazonas, levou o setor varejista do Estado a alcançar a terceira maior variação entre as 27 Unidades da Federação; um resultado bem acima da média nacional (1,8%). As maiores variações acumuladas de 12 meses ocorreram no Amapá (16,6%), em Santa Catarina (8,6%) e no Amazonas (7,9). Os piores desempenhos foram do Piauí (-6,0), Alagoas (-2,4%) e Sergipe (-1,9%).

Nacional

As vendas no último Natal foram mais mornas do que o esperado. O volume vendido pelo varejo em dezembro teve ligeiro recuo de 0,1% ante novembro, segundo Pesquisa Mensal de Comércio divulgada nesta quarta-feira (12), pelo IBGE.

A frustração com o consumo na reta final de 2019 voltou a preocupar analistas sobre o ritmo de recuperação ainda lento da atividade econômica. O choque de preços das carnes derrubou o desempenho dos supermercados, mas as perdas foram disseminadas, alcançando seis das oito atividades varejistas pesquisadas no último mês de 2019. No varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, houve queda de 0,8% no volume vendido.

O varejo encerrou o ano passado com uma expansão de 1,8%, o terceiro ano de crescimento consecutivo, mas ainda insuficiente para recuperar as perdas acumuladas durante a crise.

Os dados devem levar o mercado financeiro a ajustar suas expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, na opinião do economista do Banco Santander Lucas Nóbrega. Para o economista Luis Bento, da gestora de recursos Rio Bravo Investimentos, os resultados sugerem que a atividade não está respondendo tanto ao estímulo monetário, embora haja defasagem entre a redução da taxa básica de juros pelo Banco Central – atualmente em 4,25% ao ano – e o impacto da medida sobre a aceleração da economia. “Ainda é cedo para confirmar uma tendência de piora da atividade de maneira geral”, ponderou.

Os setores do comércio que mais cresceram no ano passado foram os que mais se beneficiaram pela expansão nas concessões de crédito e pela liberação de saques do FGTS, como artigos de uso pessoal e doméstico (que inclui lojas de departamento), móveis e eletrodomésticos e produtos farmacêuticos e de perfumaria.

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