Inflação é a maior para agosto em 21 anos, aponta IBGE

A inflação oficial do País fechou agosto com alta de 0,87%, aponta o IBGE. O resultado é o maior para o mês desde 2000. O indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses

São Paulo – A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou agosto com alta de 0,87%, ante um avanço de 0,96% em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (9). O resultado é o maior para o mês desde 2000. O indicador acumula altas de 5,67% no ano e de 9,68% nos últimos 12 meses. Em agosto do ano passado, a variação mensal foi de 0,24%.

O resultado ficou acima das estimativas de analistas, que esperavam alta entre 0,62% e 0,85%. Mais uma vez, o aumento foi puxado pelos preços dos combustíveis e de alimentos.

Mais uma vez, o aumento foi puxado pelos preços dos combustíveis e de alimentos (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A inflação acumulada em 12 meses atingiu o maior patamar desde fevereiro de 2016, quando estava em 10,36%. O número também está bem acima do teto da meta do Banco Central para 2021, de 5,25%. Os analistas de instituições financeiras ouvidos pelo BC para a elaboração do Boletim Focus já projetam uma inflação de 7,58% no fim deste ano.

Em agosto, o grupo de transportes teve a maior alta de preços, de 1,46%, puxada pelos combustíveis. A gasolina subiu 2,80% e teve o maior impacto individual no IPCA do mês passado. Etanol (4,50%), gás veicular (2,06%) e óleo diesel (1,79%) também ficaram mais caros.

“O preço da gasolina é influenciado pelos reajustes aplicados nas refinarias de acordo com a política de preços da Petrobras. O dólar, os preços no mercado internacional e o encarecimento dos biocombustíveis são fatores que influenciam os custos, o que acaba sendo repassado ao consumidor final. No ano, a gasolina acumula alta de 31,09%, o etanol 40,75% e o diesel 28,02%”, disse o analista da pesquisa, André Filipe Almeida.

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