Instituições se reúnem para discutir planos de ações econômicas para a Amazônia

O encontro acontece na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no Distrito Industrial, zona sul

Manaus – Várias instituições reuniram-se nesta terça-feira (10), para discutir planos de ações econômicas para a Amazônia. O encontro foi no na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) no Distrito Industrial, zona sul. A frente do debate estavam, além da Suframa, a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudan) e o Banco da Amazônia. Outras instituições parceiras também participaram, dentre elas a Federação das Industrias do Amazonas (Fieam), Centro da Industria do Estado (Cieam), Associação Comercial do Amazonas (ACA) e Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas – Fecomércio-AM.

(Foto: Marcos Lima/GDC)

Os titulares das principais instituições conduziram a agenda conjunta. O superintendente da Suframa, Algacir Polsin; a nova superintendente da Sudam, Louise Campos, e o presidente do banco da Amazônia, Valdecir Tose. Os debates começaram na segunda-feira (09), e vão até está quarta-feira (11).

“Nós mesmos buscando interagir com os vetores econômicos, vetor políticos da nossa sociedade. O polo industrial e Manaus é um aspecto muito importante que temos que reforçar cada vez mais o nosso polo industrial. Nós discutimos muito mais que isso. Nós avançamos na região na temática de biotecnologia, agropecuária e comércio e de outros vetores tão importantes para nossa economia e sociedade”, disse o Superintendente da Suframa.

A Sudam foi criada em 1966. Em razão de denúncias de corrupção, havia sido extinta em 2001 e substituída pela Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA). Em agosto de 2007, a ADA foi extinta por decreto e sua estrutura foi incorporada à nova Sudam. O objetivo da Sudam é promover o desenvolvimento de sua área de atuação, que abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará e parte do Maranhão.

“Nós precisamos de um discurso democrático e aberto da nossa região. Isso envolve governo, municípios, sociedade civil, entidades. A Amazônia está muito em foco e precisamos do desenvolvimento sustentável, da floresta em pé para preservar nossa biodiversidade. Mas a gente não pode esquecer que na nossa região há mais de 20 milhões de brasileiros que precisam de mobilidade, inclusão. Logística, saneamento, luz, e é pra isso que Sudam atua, que é trazer igualdade de oportunidades para as pessoas de nossa região”, disse a nova Superintendente da Sudam.

O Banco da Amazônia, que participa do encontro, é responsável pelo financiamento de pequenos e grandes negócios na região Amazônia desde a época da borracha, no inicio do século XX. E continua com o maior financiador do modelo Zona Franca de Manaus.

“Na Suframa você tem atração de investidores. Eles precisam de incentivos fiscais, que estão relacionados a Sudam e de financiamento subsidiado que está relacionado ao FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) e ao Banco da Amazônia. Se alguém investir e gerar emprego, que é algo bacana para nossa região, por que não atrair e conversar com esses entes para facilitar essa atração? Esse é só um exemplo que podemos citar sobre essa união pode contribuir para o desenvolvimento da região”, disse o presidente do Banco da Amazônia.

(Foto: Marcos Lima / GDC)

A primeira parte da programação contou com a participação e técnicos da Suframa e da Sudam em oficinas que discutiram ações em conjunto para fomentar iniciativas que gerem mais oportunidades na região amazônica. Também devem envolver governos e órgão públicos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

A agenda foi complementada com atividades no centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) e com as forças armadas, com uma visita ao Comando Militar da Amazônia (CMA) nesta quarta-feira. O carro Chefe é o Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA), composto por mais de 200 projetos de fomento ao desenvolvimento local.

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