Manaus tem alta na cesta básica; valor da banana aumenta 12,90%

Manaus teve a quarta maior alta no valor da cesta básica de abril e fechou o quadrimestre em R$ 360,65, crescimento de R$ 2,37

Manaus – Com um aumento de 12,90% no valor da banana, Manaus teve a quarta maior alta no valor da cesta básica de abril, 0,66%, e fechou o quadrimestre em R$ 360,65, crescimento de R$ 2,37, com relação a março. Apesar da alta pontual, em 12 meses a queda é de 3,56%, já que em abril de 2017, a cesta básica de Manaus custou R$ 373,98, uma queda de R$ 13,33 em um ano.

em abril de 2017, a cesta básica de Manaus custou R$ 373,98, uma queda de R$ 13,33 em um ano. (Foto: Reprodução)

De acordo com o Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese), somente Goiânia (1,49%), Salvador (0,79%) e Aracaju (0,77%), além da capital amazonense, registraram aumento no preço médio dos 12 itens alimentícios básicos, 16 capitais registraram queda no mês.

Além da banana, que já aumentou 27,63% nos primeiros quatro meses do ano em Manaus, o café (3,02%), o leite (2,56%) e o óleo de soja foram os produtos com maior influência no preço da cesta, em abril. Sete produtos apresentaram alta, quatro tiveram queda e um ficou estável no mês analisado.

O tomate foi o produto que apresentou a maior queda no mês, 4,17%, porém no quadrimestre o item registra a maior taxa acumulada do País, 9,54%. O valor médio do feijão retraiu em média 3,39%, do arroz com 1,75% a menos e da manteiga que caiu 1,43%. O óleo de soja se manteve estável.

O custo da cesta básica para o sustento de uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças, sendo que estas consomem o equivalente a um adulto) foi de R$ 1.081,95 em abril. Esse valor equivale a aproximadamente 1,13 vezes o salário mínimo bruto, fixado pelo governo federal em R$ 954,00. No mês anterior, o custo da cesta básica para esta mesma família era menor e foi de R$ 1.074,84, 1,13 vezes o salário mínimo bruto.

Nacional

No País, a cesta mais cara foi a do Rio de Janeiro (R$ 440,06), seguida por São Paulo (R$ 434,80), Porto Alegre (R$ 430,29) e Florianópolis (R$ 426,73). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 325,42) e Recife (R$ 333,11), Manaus ocupa o 14º lugar entre as 20 capitais pesquisadas.

Em 12 meses, entre abril de 2017 e 2018, os preços médios da cesta caíram em todas as cidades, com destaque para João Pessoa (-12,22%), Salvador (-11,24%) e Fortaleza (-10,42%).

Nos quatro primeiros meses de 2018, todas as capitais mostraram elevação acumulada, com variações entre 0,29%, em Recife, e 6,39%, em Vitória.

Entre março e abril de 2018, caíram os preços do açúcar, tomate e óleo de soja. Já os preços do leite integral e do arroz mostraram tendência de alta na maior parte das cidades.

Entre março e abril, o valor do quilo do açúcar refinado caiu em 16 cidades e aumentou em Belém (0,71%), Vitória (1,25%), Manaus (1,41%) e Goiânia (4,70%). As quedas variaram entre -11,45%, no Rio de Janeiro, e -0,50%, em Salvador. Em 12 meses, o valor do açúcar apresentou taxas negativas em todas as capitais, com destaque para Goiânia (-39,06%), Salvador (-34,53%) e Vitória (-33,06%). Apesar da pressão dos usineiros para elevar o preço do produto, no varejo, o valor segue em queda na maior parte das capitais.

O preço do tomate diminuiu em 15 capitais em abril. As quedas oscilaram entre -25,84%, em João Pessoa, e -2,92%, em São Paulo. As altas foram anotadas em Belo Horizonte (1,06%), Rio de Janeiro (4,43%), Goiânia (4,60%), Salvador (7,81%) e Florianópolis (9,49%).

Em 12 meses, o valor caiu em 16 capitais, com destaque para João Pessoa (-29,48%), Salvador (-28,91%), Recife (-28,08%) e Natal (-25,90%). A maior taxa acumulada foi a de Manaus (9,54%). A entrada no atacado dos frutos colhidos nas safras de verão e inverno elevou a quantidade ofertada do produto e, apesar da baixa qualidade, fez diminuir o preço médio no varejo.

O preço do óleo de soja diminuiu em 15 capitais, entre março e abril. O valor ficou estável em Goiânia e Manaus e aumentou em Curitiba (0,53%), Recife (1,04%) e Belém (5,41%). As quedas oscilaram entre -2,07%, em Florianópolis, e -0,27%, em João Pessoa. Em 12 meses, o produto apresentou taxa negativa em todas as cidades, em especial em Goiânia (-24,79%), Aracaju (-19,91%) e Belém (-19,91%). Apesar da elevação das exportações de óleo, internamente, a demanda seguiu baixa, o que reduziu os preços no varejo.