Manaus tem o maior número de desocupados entre as capitais, diz IBGE

De acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira (14), a taxa de desocupação na capital do Amazonas, referente ao último trimestre de 2019, é de 16,9%

Manaus – A capital amazonense ocupa o primeiro lugar entre as capitais brasileiras com maior número de pessoas desocupadas (16,9%), segundo a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios Contínua (PNAD), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na manhã desta sexta-feira (14). Os números se referem ao último trimestre de 2019.

Apesar da taxa de desocupação apresentar números negativos para a capital, no terceiro trimestre de 2019 a taxa era de 17,2%, o que representou uma queda de 0,3 pontos percentuais, quando comparada ao último trimestre do ano. Comparando o quarto trimestre de 2019 com o mesmo período de 2018, quando a taxa era de 18,3%, a queda foi 1,4 pontos percentuais.

Em todo o Estado, a taxa de desocupação foi de 12,9% no último trimestre de 2019, registrando uma queda de 0,4%, em relação ao trimestre anterior (13,3%). Em relação aos outros estados, o Amazonas ocupa a 10ª posição dentre as maiores taxas.

“Os dados são positivos para o Amazonas, porque nos últimos trimestres nós temos tido uma redução da taxa de desocupação no Estado. No entanto, para a capital, os dados não são tão positivos, uma vez que nós estamos na posição desconfortável de última colocada na taxa de desocupação a nível de capitais no país”, disse o supervisor de disseminação do IBGE, Adjalma Nogueira.

No Amazonas, 904 mil pessoas estavam empregadas no último trimestre do ano passado. Destes, 590 mil estavam empregadas no setor privado, 241 mil no setor público e 73 mil como trabalhador doméstico.

Manaus lidera índice de desocupados entre as capitais do País (Foto: Reprodução)

Grupos de atividade

O comércio foi o setor que apresentou o maior número de pessoas ocupadas no último trimestre de 2019, com 315 mil, representando um aumento de 41 mil postos de trabalhos, em comparação ao mesmo período ao ano anterior. A agropecuária ficou na segunda posição (311 mil), seguida pelo setor de administração pública e serviços sociais (303 mil).

“O comércio teve um ótimo desempenho econômico durante o ano de 2019, e, também, isso se refletiu na contratação. Foi uma das atividades econômicas que mais cresceu em termos de contratação, reflexo do bom desempenho nas vendas ocorridas durante o ano. O setor que teve o melhor desempenho em incremento de pessoas ocupadas foi a agricultura, que trabalha de forma sazonal. Neste último trimestre apresentado, a agricultura está com um foco maior na contratação, uma vez que as águas baixaram e as pessoas já estão trabalhando plenamente, por isso o incremento foi maior”, afirmou Nogueira.

O supervisor de disseminação do IBGE pontuou que a indústria apresentou uma redução na taxa de contratação, ficando em quarto lugar no grupamento de atividades, com 185 mil pessoas desocupadas. Em 2018, o número era de 175 mil. “Nós temos a má notícia de que o nosso principal motor econômico, que é a indústria, teve uma forte redução na contratação. Então, isso não colaborou exatamente no sentido de incremento de contratação, no contexto geral”, falou.

Nogueira destacou, ainda, que o grupo de administração pública também apresentou uma redução de 2,6% no último trimestre de 2019, quando comparado ao trimestre anterior. “Nós tivemos uma redução no grupo de administração pública, em função justamente na nova lei da previdência, e houve uma pressa de alguns trabalhadores em aposentar-se. Por outro lado, também, nós tivemos movimentos muito fortes na contratação dos temporários, principalmente no âmbito do Estado e dos municípios”, acrescentou.

Remuneração

Quanto às atividades que melhor remuneram seus colaboradores, a administração pública é a que melhor paga, com média salarial de R$ 2.899. Em seguida, estão os grupos de informação e comunicação (R$ 2.151) e indústria (R$ 1.847). “A atividade que melhor paga, dentro de todas as atividades que nós pesquisamos, é a administração pública. Ainda é um grupo que paga os melhores salários e, consequentemente, vai se manter porque, praticamente, não se altera esse quadro durante um período tão curto”, pontuou.

Anúncio