Motorista mulher do Uber poderá escolher corridas apenas com mulheres no Brasil

A U-Elas começa a operar a partir de novembro em Campinas, Curitiba e Fortaleza. A iniciativa é inédita no mundo e visa expandir para outras cidades do Brasil em 2020

São Paulo – O Uber anunciou na última quinta-feira (24) uma plataforma que permitirá motoristas mulheres a fazer corridas apenas com passageiras. A U-Elas começa a operar a partir de novembro em três cidades do País: Campinas, Curitiba e Fortaleza. A iniciativa é inédita no mundo e visa expandir para outras cidades do Brasil em 2020.

Uber anunciou uma plataforma que permitirá motoristas mulheres a fazer corridas apenas com passageiras (Foto: Ederson Nunes/Agência Senado)

Entre os 600 mil motoristas do aplicativo no Brasil, apenas 6% são mulheres. A medida do Uber planeja aumentar a participação feminina no serviço. Em estudo da International Financing Corporation (IFC), a companhia identificou que 64% das mulheres identificam questões de segurança como uma barreira de entrada para trabalhar no serviço. Com o U-Elas, o Uber visa atrair mais mulheres.

O U-Elas será um botão dentro do aplicativo normal, que poderá ser acionado a qualquer momento gratuitamente.

Além das medidas de segurança, o Uber anunciou outras iniciativas para atrair motoristas mulheres nas três cidades do projeto. Entre elas estão renda mínima para as 100 primeiras corridas, que variará entre R$ 1,5 mil e R$ 1,6 dependendo cidade. O Uber revelou uma parceria também com a Localiza Hertz para oferecer condições especiais para que mulheres possam alugar veículos e trabalhar. Não haverá exigência de cartão de crédito e os preços serão inferiores aos valores regulares da empresa. A cobrança do aluguel de carro será feita automaticamente dentro da plataforma do Über.

E quando as passageiras poderão escolher apenas motoristas mulheres? “Sempre perguntam quando mulheres poderão optar por motoristas mulheres. Esse é o objetivo final, mas primeiro precisamos aumentar a base de motoristas mulheres para garantir a qualidade do serviço”, disse Claúdia Woods, diretora geral do Uber no Brasil.

Em 2018, o Uber realizou um estudo que mostrou que homens recebiam, em média, 7% a mais que as mulheres. Segundo Woods, o Uber tentará reduzir essa diferença no projeto educando as mulheres a como usar a plataforma para descobrir como gerar o máximo possível de renda, optando por rotas e horários mais lucrativos.

Para ajudar na educação, o Uber firmou uma parceria com a Rede Mulher Empreendedora para cursos online para as motoristas sobre empoderamento econômico. Haverá também uma rede de apoio com atendimento presencial em espaços do Uber nas três cidades do projeto.