Mulheres ganham 5% a menos do que os homens no Amazonas

De acordo com dados do Dieese, as mulheres recebem, em média, R$ 1.623, mensalmente; já os homens recebem uma média de R$ 1.712

Manaus – No Amazonas, as mulheres ganham 5% a menos do que os homens, segundo pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Os números correspondem ao último trimestre de 2019.

Segundo a pesquisa, no Estado, as mulheres recebem, em média, R$ 1.623, mensalmente. Já os homens recebem uma média de R$ 1.712. A diferença é de R$ 89. Na média nacional, o público feminino recebe 22% a menos que o público masculino.

Na média nacional, segundo o Dieese, o público feminino recebe 22% a menos que o público masculino (Foto: Sandro Pereira/Arquivo GDC)

Nos Estados da região Norte, a maior diferença salarial entre os gêneros foi registrada em Roraima (20%), seguida de Tocantins e Acre (12%), Pará (9%), Roraima (7%), Amapá (6%) e Amazonas (5%).

Para o economista Orígenes Martins, apesar de existirem leis estabelecendo a igualdade salarial entre os gêneros, as empresas, muitas vezes, não cumprem a determinação. “Trabalhos iguais deveriam ter salários iguais. E isso não é o que acontece efetivamente no mercado de trabalho. Tem mulheres ocupando o mesmo cargo, fazendo a mesma função, e, às vezes, produzindo igual ou até mais e ganhando menos que os homens”, disse.

Em relação a remuneração entre os gêneros ocupando o mesmo cargo, segundo o Dieese, no Brasil, a cada dez diretores e gerentes, quatro eram mulheres, mas o rendimento delas foi 29% menor. Em média, os homens ganharam R$ 40, por hora, enquanto elas receberam R$ 29.

No dia 28 de fevereiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados da Pnad Contínua divulgada apontando que o Amazonas tinha a quinta menor renda mensal domiciliar per capta do País, no valor de R$ 842,08, no trimestre até janeiro. O valor é inferior ao salário-mínimo do ano passado, de R$ 998, do mínimo atual de R$ 1.039 e bem menor que a per capta domiciliar média nacional, de R$ 1.438,67.

Desocupação

Em relação à taxa de desocupação, o Dieese aponta que 17,3% das mulheres não estavam inseridas no mercado de trabalho, no Amazonas, colocando o Estado como a terceira maior taxa da região Norte. Entre os homens, a taxa de desocupação é de 9,6%. O índice do Estado está acima da média nacional, em que 13,1% do público feminino estava desocupado, enquanto entre os homens a taxa é de 10,2%.

A maior taxa de desocupação da região foi registrada no Amapá (18,9%), seguido de Roraima (17,7%), Amazonas (17,3%), Acre (16,2%), Rondônia (10,7%), Tocantins (10,2%) e Pará (12,1%).