No AM, número de empresas da construção civil diminui 10%, em 2015

De acordo com o IBGE, além das empresas ativas, a receita e os salários também tiveram queda no período

Beatriz Gomes / [email protected]

No Amazonas, empreendimentos da construção custaram R$ 1,2 bilhão (Foto: Eraldo Lopes)

No Amazonas, empreendimentos da construção custaram R$ 1,2 bilhão (Foto: Eraldo Lopes)

Manaus – O número de empresas da construção civil que atuavam no Amazonas caiu 10,6% na passagem de 2014 para 2015, segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic 2015), divulgada nesta quarta-feira (21), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de empresas ativas no Estado passou de 725, em 2014, para 648, um ano depois. Pessoas ocupadas, salários e receita operacional também perderam participação no período.

De acordo com a pesquisa, os empreendimentos realizados pela indústria da construção no Amazonas custaram R$ 1,2 bilhão, queda de 32,2% em relação a 2014, quase o dobro da média nacional que recuou 16,5%.

Do total das 648 empresas atuantes no Amazonas, em 2015, 573 tinham sede no Estado, enquanto, 75 delas tinham a sede localizada em outra Unidade da Federação. Em 2014, das 725 empresas, 632 eram locais, o que equivale a uma queda de 9% nas empresas locais atuantes no Estado em um ano.

O número de pessoas ocupadas nas atividades da construção civil, em 2014, passou de 31,9 mil trabalhadores para 25,1 mil, em 2015, um decréscimo de 6,7 mil postos de trabalho.

A receita das incorporações, obras e serviços de construção reduziram de R$ 4,62 bilhões em 2014 para R$ 3,88 bilhões, um ano depois, um recuo de 16,1%.

Na avaliação do supervisor de informações do IBGE no Amazonas, Adjalma Nogueira, a atividade da construção civil foi muito impactada pela crise econômica do País que já estava presente em 2015 e que refletiu no fraco desempenho da atividade. “Os postos de trabalho reduziram proporcionalmente ao número de empresas, o que significa que esse impacto foi maior nas grandes empresas e incorporadoras, porque elas tiveram drástica queda da demanda dos seus produtos e, como eram grandes, a carga de demissões na atividade é muito maior”, disse.

Todos os setores de atividade ligados à construção civil do País fecharam com números negativos entre 2014 e 2015. Houve recuo no número de empresas ativas, na receita operacional líquida, no número de incorporações e nas construções contratadas por entidades públicas, que perderam participação entre um ano e outro.

Os empreendimentos realizados pela indústria da construção somaram R$ 354,4 bilhões, queda de 16,5% em relação a 2014. O mesmo aconteceu com a receita operacional líquida que, ao fechar com movimentação de R$ 323,9 bilhões, também registrou retração de 18,7% em termos reais. Já o gasto com pessoal ocupado correspondeu a 33,3% dos custos e despesas dessas empresas. Já o salário médio mensal recuou 1,4%, passando de R$ 1.970,05, em 2014, para R$ 1.943,43, em 2015.

A pesquisa destaca que, a partir de 2014, o segmento da construção, ao refletir o ambiente de desaceleração da atividade econômica do País, evidenciou, “a perda de dinamismo do consumo das famílias, que apresentou queda de 3,9% em relação a 2014”.