No Norte, empresas do AM lideram ranking de faturamento no setor atacadista e distribuidor

A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (28), pelo presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, Emerson Destro

Manaus – Na manhã desta quinta-feira (28), em coletiva de imprensa online, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (Abad), divulgou o Ranking Abad/Nielsen 2020 – Ano base 2019, onde mostra as empresas que mais lucraram no setor. No top 10 da Região Norte, o Amazonas aparece com os três primeiros lugares e quinto lugar.

Em primeiro lugar está o Mercantil Nova Era (R$ 1,021 bilhão), seguido de Dunorte (R$ 1,011 bilhão) e Big Amigão (R$ 614,1 milhões). Em quinto lugar no top 10 da região, está a Di Felicia (R$494,4 milhões). No top cinco do Estado, acrescenta-se a empresa Broker Amazônia (R$ 130,2 milhões).

Segundo a Abad, a região apresentou um crescimento de 32,7% se comparado com o ano anterior e corresponde a 6% do faturamento total das empresas estudadas. Das 667 empresas que participam do estudo da Abad, que faz parceria coma consultoria Nielsen, 106 estão na Região Norte e oito estão no Amazonas.

(Imagem: Divulgação/Abad)

Nacional

A pesquisa apontou um faturamento do setor atacadista e distribuidor, em 2019, de R$ 273,5 bilhões, a preço de varejo, revelando uma participação de 53% no mercado mercearil nacional, que é avaliado pela Nielsen em R$ 516,2 bilhões em 2019. No ano passado, o atacado distribuidor registrou crescimento nominal de 4,5% e real de 0,19% sobre o ano anterior. O dado real foi deflacionado pelo Índice Oficial de Inflação (IPCA) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2019, que foi de 4,31%.

Na análise dos dados das empresas que responderam ao ranking nas duas últimas edições (2019 e 2020), a região que apresentou melhores resultados foi o Centro-Oeste, com crescimento de 12,1%, seguido do Nordeste, com 11,1%. O Sudeste apresentou crescimento de 8,7%, o Norte evoluiu 8,1% e o Sul cresceu 6,5% no período estudado.

No top 10 nacional, estão presentes três empresas de São Paulo, três de Minas Gerais e uma empresa da Bahia, Santa Catarina, Paraná e Distrito Federal. Os cinco maiores faturamentos do setor no País, em ordem decrescente, são as empresas: Atacadão-SP (R$ 42,055 bilhão), Makro Atacadista-SP (R$ 6,530 bilhão), Martins-MG (R$ 5,093 bilhão), Tambasa-MG (R$ 4,474 bilhão) e Servimed Comercial-SP (R$ 2,565 bilhão).

(Imagem: Divulgação/Abad)

Expectativas

O presidente da Abad, Emerson Destro, atribui a participação expressiva do setor no mercado à força do varejo independente e destacou que a expectativa do setor antes da Covid-19 era positiva, com sinais promissores na economia, principalmente no início de 2020.

“É o canal indireto, fortalecido pela indústria, que abastece o pequeno e médio varejo, que está em crescimento. Esse movimento mostra a importância do setor atacadista distribuidor tanto no aspecto econômico quanto no social. O consumo está sendo mais racional, voltado para produtos essenciais e de primeira necessidade. Já começamos a perceber esse movimento em abril, com uma escolha mais diversificada de marcas e itens de menor valor agregado”, afirma Destro.

O presidente da Abad acrescenta que mesmo assim, o setor irá sentir os impactos da pandemia, e que o desafio das empresas do setor estará na adequação do portfólio oferecido ao varejista, a fim de reduzir o impacto da crise no ambiente de negócios.

“Como somos um setor essencial, que vende produtos de primeira necessidade, a expectativa, no fim do ano, é de equilíbrio no faturamento. Mas temos consciência de que é um ano totalmente atípico, e o tamanho do desemprego e, consequentemente, da confiança do consumidor, vão ser determinantes”, concluiu.

O presidente da Abad, Emerson Destro (Foto: Divulgação)