Número de empregados com carteira assinada cresce no AM

Por outro lado, segundo pesquisa do IBGE, empregados do setor privado sem carteira assinada diminuíram 19,3%, o que corresponde a 35 mil postos de trabalho informais a menos

Manaus – Os empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada, no Amazonas, cresceram 7,7%, no terceiro trimestre do ano, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento representa 25 mil postos de trabalho formais a mais, no Estado. Por outro lado, empregados do setor privado sem carteira assinada diminuíram 19,3%, o que corresponde a 35 mil postos de trabalho informais a menos.

O crescimento de trabalhadores com carteira assinada representa 25 mil postos de trabalho (Foto: Eraldo Lopes)

“O dado indica que, tanto em relação ao ano passado como no trimestre, os empregos formais voltaram a crescer, o que significa que as empresas estão voltando a contratar, mas não é suficiente porque esse número vai crescer, mas lentamente, enquanto temos um contingente muito grande de informais que estão desempregados e essas pessoas precisam entrar no mercado de trabalho formal ou informal”, destaca o supervisor de disseminação de informação do IBGE, Adjalma Nogueira Jaques.

Depois de cair no trimestre anterior, os trabalhadores por conta própria voltaram a crescer 0,9% ou 4 mil postos.

Em relação ao número de pessoas ocupadas por grupamento de atividade, a administração pública e serviços sociais ultrapassou a agropecuária no terceiro trimestre e apresentou o maior resultado, 299 mil. A agropecuária ficou em segundo, com 290 mil pessoas, seguido pelo comércio, com 274 mil trabalhadores. A indústria aparece em quarto lugar, com 169 mil pessoas ocupadas.

“Esse resultado é sazonal, porque a agricultura tem potencial de absorver mais mão de obra, mas o momento de pouca água e baixa safra representa uma queda no nível de ocupação dessa atividade. A expectativa é que nos próximos trimestres a agricultura volte a contratar mais, porém a representatividade do setor público na ocupação amazonense também é muito alta”, ressalta.

Rendimento

O rendimento médio real das pessoas ocupadas do Amazonas no terceiro trimestre em todos os trabalhos, foi de R$ 1.768, ou seja, R$ 20 a mais do que no segundo trimestre do ano e R$ 147 a mais em relação ao mesmo período do ano anterior.

A agricultura e os serviços domésticos continuam sendo as atividades que pior remuneram os trabalhadores, R$ 511 e R$ 671, respectivamente. Já a administração pública e informação e comunicação são aquelas que melhor remuneram os trabalhadores, R$ 2,8 mil e R$ 2,4 mil.

A massa de rendimento das pessoas ocupadas no terceiro trimestre atingiu R$ 2,410 bilhões no Amazonas, resultado praticamente estável comparado ao trimestre anterior.

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