Pedidos de falência caíram 18,3% entre janeiro e junho de 2018

O movimento de queda está atrelado à melhora nas condições econômicas, que permitiu as empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência, segundo o SPC

Brasília – Os pedidos de falência caíram 18,3% no acumulado entre janeiro e junho em relação ao mesmo período de 2017, segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista SCPC. Mantida a base de comparação, as falências decretadas e os pedidos de recuperação judicial aumentaram 35,6% e 21,2%, respectivamente. As recuperações judiciais deferidas registraram aumento de 13,4% no mesmo período.

A atividade do comércio responde por 27% dos pedidos de falência, no primeiro semestre do ano. (Foto: Reinaldo Okita 13/07/2016)

Os resultados apontam para a continuidade da tendência de queda nos pedidos de falência. O movimento de queda está atrelado à melhora nas condições econômicas, que permitiu as empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência, fato que deve continuar, caso o cenário de recuperação ganhe maior ritmo para os principais setores produtivos da economia.

As pequenas empresas são responsáveis por 91% dos pedidos de falências e 92% dos pedidos de recuperação judicial. Com relação às falências decretadas e recuperação judicial decretadas, também houve predominância de ocorrências entre pequenas empresas, sendo de 94% e 91%, respectivamente.

Na divisão por setor da economia, o de serviços foi o que representou o maior percentual nos pedidos de falência (44%), seguidos do setor industrial (29%) e do comércio (27%). Com relação à variação dos pedidos de falência, a indústria foi o setor que mais reduziu na comparação dos valores acumulados em 12 meses (julho de 2017 até junho de 2018 frente aos 12 meses antecedentes), com queda de 34%. Mantida base de comparação, o comércio e setor de serviços diminuíram seus pedidos de falência em 14%.

Confiança

Apesar da boa notícia, houve recuo na confiança, entre as pequenas empresas. Depois de oito meses seguidos acima dos 50 pontos, o Indicador de Confiança do Micro e Pequeno Empresário da SPC Brasil marcou 46,4 pontos em junho. Na comparação com o mês anterior, houve uma queda expressiva de 14,2%.

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