PIB de Manaus cresce 4,4%, o 8º das capitais

O município fechou o ano com R$ 73,2 bilhões e com participação de 1,11%, no PIB, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (13)

Manaus – Em 2017, Manaus ocupou a oitava posição entre os municípios com maiores Produto Interno Bruto (PIB) do País e foi o maior da Região Norte. O município fechou o ano com R$ 73,2 bilhões e com participação de 1,11%, no PIB, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A evolução em relação ao ano anterior foi de 4,4%, quase duas vezes a inflação de 2017 (2,94%) medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) somando R$ 2,9 bilhões a mais no produto interno bruto a preços correntes.

Com o bom desempenho no ano, a capital amazonense manteve a oitava posição, logo atrás de Porto Alegre, cujo PIB foi de R$ 73,8 bilhões. Salvador ficou na nona posição, com PIB de R$ 62,7 bilhões.

Entre os setores, o de Serviços superou a Indústria na geração de riqueza (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Na Região Norte, em 2017, Manaus dominou com folga o PIB dos municípios. Somente seu volume representou 19,90% entre os 30 maiores municípios da Região; em segundo lugar, estava Belém, com 8,22% de participação, e, na terceira posição, Parauapebas (PA), com 5,01% de participação. Entre os trinta maiores municípios da Região Norte, no que diz respeito ao PIB, além de Manaus, o Amazonas possuía apenas Itacoatiara no ranking, ocupando a 26ª posição. O grupo dos maiores foi formado principalmente por municípios paraenses (15).

Per capta

Manaus perdeu duas posições entre os maiores PIB per capta do País no período de 2002 a 2017, caindo da 8ª para a 10ª posição. Com PIB per capita de R$ 34.362,71 (se toda a riqueza fosse dividida igualmente pela população) foi a única representante da Região Norte com razão acima de 1,00 (acima do PIB per capta nacional de R$ R$ 31.702,25) ao longo de toda a série; com 1,08 em 2017 e 1,39 em 2002. E Recife a única da Região Nordeste, com razão 1,00 em 2017 e 1,15 em 2002.

Em 2017, o município de Paulínia, no Estado de São Paulo, registrou o maior PIB per capita do País: R$ 344 847,17, puxado pelo refino de petróleo. No mesmo ano, o PIB per capita brasileiro foi de R$ 31.702,25.

No segundo lugar do ranking de maior PIB per capita ficou Triunfo, no Rio Grande do Sul, com R$ 311.211,93, com destaque para a atividade petroquímica.

Em terceiro, Louveira, em São Paulo, com R$ 300.639,40, devido ao comércio atacadista.

Os demais destaques foram: Presidente Kennedy (ES), com R$ 292 397,08; São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), com R$ 289.925,44; Selvíria (MS), com R$ 271.094,70; São Francisco do Conde (BA), R$ 253.895,58; Extrema (MG), R$ 219.239,07; Vitória do Xingu (PA), R$ 209.799,94; e Jaguariúna (SP), R$ 209.320,86.

As dez maiores concentrações urbanas eram responsáveis, juntas, por 43% do PIB: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Campinas, Salvador, Recife e Fortaleza.

Em queda, Manaus ainda tem o 3º maior PIB industrial nacional

Em 2017, a indústria perdeu o seu posto de atividade econômica mais importante da capital amazonense, e os Serviços (incluindo o comércio) assumiram essa posição, com participação de 44,05% no valor adicionado total do PIB no município.

Quanto ao valor adicionado bruto da indústria, a capital paulista manteve a primeira posição na participação percentual, concentrando 4,94% da Indústria em 2017. O Rio de Janeiro, com 2,71%, ocupava a segunda posição, seguido por Manaus (2,06%) devido à Zona Franca. O valor adicionado bruto da indústria em Manaus foi de R$ 24,6 bilhões, 2,06% de participação ao valor adicionado bruto total nacional, e 33,6% do valor adicionado total do município (R$ 73,2 bilhões).

Quanto aos Serviços, o município de Manaus manteve-se entre os maiores municípios (15º), com valor adicionado bruto de R$ 26,1 bilhões, e participação de 0,82%, no valor total nacional. As três maiores participações foram de São Paulo (14,98%), Rio de janeiro (5,67%) e Brasília (3,42%).

Dos municípios que somaram até ½ do total nacional dos Serviços, excluindo a administração pública, na Região Norte somente as capitais do Amazonas e do Pará estiveram neste grupo e da Região Nordeste não apareceram as capitais dos Estados do Piauí, Paraíba e Sergipe entre estes municípios. Todas as capitais pertencentes às Regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste estiveram entre os maiores valores desses serviços em 2017. Destaca-se também que 14 dos 38 municípios deste grupo eram paulistas.

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