Previsão de inflação para 2021 sobe pela 7ª semana seguida

Expectativa dos economistas consultados pelo Banco Central para o IPCA supera pela primeira vez a meta estabelecida pelo governo

Brasília – Os economistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) revisaram para cima, pela sétima vez consecutiva, a expectativa para a inflação de 2021.

De acordo com o relatório divulgado nesta segunda-feira (22), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar o ano com alta de 3,83%. A projeção supera pela primeira vez a meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021, com tolerância de 1,5 ponto percentual.

Meta do governo para a inflação é de 3,75% (Foto: Tania Rego / Agência Brasil)

Na semana passada, o mercado apontava para uma valorização de 3,62% nos preços. Há quatro semanas, a estimativa era de alta na casa dos 3,5%.

Junto com a expectativa de uma inflação acima do centro da meta do governo, os economistas aumentaram pela segunda semana seguida a projeção para a taxa básica de juros, que agora é esperada em 4% ao ano no final de 2021. O patamar atual da Selic é de 2%.

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Aumentar a taxa de juros funciona como um instrumento de política monetária para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

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