Produção de motos do PIM cai pelo sexto ano, aponta Abraciclo

A retração, de 0,5%, levou à fabricação de um total de 882,8 mil unidades, menos da metade do recorde de 2011, quando 2,1 milhões de motos saíram do PIM

São Paulo – A produção de motocicletas no Polo Industrial de Manaus (PIM) caiu mais uma vez em 2017, pelo sexto ano consecutivo, mostra balanço divulgado nesta quarta-feira (17), pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). A retração, de 0,5%, levou à fabricação de um total de 882,8 mil unidades, menos da metade do recorde alcançado em 2011, quando 2,1 milhões de motos saíram das fábricas.

Recuo foi causado principalmente pelo desempenho das vendas no mercado interno. (Foto: Eraldo Lopes)

O recuo foi causado principalmente pelo desempenho das vendas no mercado interno, que caíram 5,4% no ano passado, com o emplacamento de 851 mil unidades. Os resultados negativos do segmento de motocicletas vão na contramão do de automóveis, no qual a produção e as vendas voltaram a crescer em 2017, depois de quatro anos de recuo.

A diferença se deve ao fato de que o público-alvo do mercado de motos, que em geral é de baixa renda, sofreu mais com a crise e o desemprego. Portanto, é um consumidor que tem mais dificuldade para obter crédito com os bancos para financiar a sua compra, em razão do risco de calote. A produção de 2017 só não foi pior porque a demanda em outros países cresceu. As exportações subiram 38,6% no ano passado, para 81,7 mil unidades.

A produção de 2017 ficou aquém da expectativa da Abraciclo, que esperava aumento de 0,3%. Com a base comparativa mais enfraquecida, a associação ampliou algumas de suas projeções para as taxas de crescimento neste ano, que haviam sido divulgadas pela primeira vez em dezembro do ano passado.

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