Produção industrial no AM registra quarto maior crescimento do país, aponta IBGE

A produção industrial do Amazonas aumentou em março, e na comparação com fevereiro apresentou o quarto melhor resultado do País, com crescimento de 2,6%

Manaus – A produção industrial do Amazonas aumentou em março, e na comparação com fevereiro apresentou o quarto melhor resultado do País, com crescimento de 2,6%, de acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em fevereiro, a indústria do Estado retraiu 6,5% contra 8,4% de aumento em janeiro. O resultado de março ultrapassou a média nacional que caiu 0,1%.

A produção industrial do Amazonas aumentou em março. (Foto: Sandro Pereira)

Com relação a março do ano passado, o crescimento chega a 24,3%. O desempenho foi puxado pela movimentação na fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (48,1%), da fabricação de bebidas (36,0%) e da impressão e reprodução de gravações (32,0%).

No acumulado do ano, o setor apresentou crescimento de 24,4% em comparação com o mesmo período de 2017 , bem acima da média brasileira que cresceu apenas 3,1%. De acordo com o IBGE, fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (47,9%) e fabricação de bebidas (47,3%), essa última atividade por conta do resultado de janeiro de 2018 (101,3%), impulsionaram o resultado do setor.

No acumulado dos últimos 12 meses (abril/2017 a março/2018), a indústria amazonense cresceu 9,7% em comparação com o mesmo período (12 meses anteriores), com o destaque para as indústrias de transformação (11%).

Indústria Nacional

Dos 15 locais pesquisados pelo IBGE no País, oito registraram queda na produção industrial na passagem de fevereiro para março, o que influenciou o resultado negativo da indústria nacional de 0,1%.

Os destaques ficaram com os recuos mais acentuados registrados por Bahia (-4,5%), Rio de Janeiro (-3,7%) e Região Nordeste (-3,6%). Santa Catarina (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,9%), Paraná (-0,9%), Minas Gerais (-0,5%) e Ceará (-0,2%).

Por outro lado, Pará (9,0%), Mato Grosso (4,7%), Espírito Santo (2,8%), Amazonas (2,6%) e São Paulo (2%) registraram os maiores avanços no mês, após os resultados negativos no mês anterior: -11%, -4,5%, -0,9%, -6,5% e -0,5%, respectivamente. As demais taxas positivas foram assinaladas por Goiás (1,2%) e Pernambuco (0,2%).

No trimestre, a indústria ainda mostrou recuo de 0,7% e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em maio de 2017. Oito locais apontaram taxas negativas, com destaque para os recuos no Rio Grande do Sul (-1,6%), Rio de Janeiro (-1,5%), Ceará (-1,1%), Minas Gerais (-0,9%), Região Nordeste (-0,9%) e São Paulo (-0,8%). Por outro lado, Amazonas (1,3%), Pará (1,0%), Pernambuco (0,9%) e Espírito Santo (0,8%) registraram os avanços mais elevados no trimestre.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou crescimento de 1,3% em março de 2018, com sete dos 15 locais pesquisados apontando resultados positivos. Vale citar a influência do efeito calendário, já que março de 2018 (21 dias) teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (23). Amazonas (24,3%) e Pará (10,1%) assinalaram as expansões mais intensas. São Paulo (4,0%), Mato Grosso (3,4%), Ceará (2,4%) e Santa Catarina (2,0%) também cresceram acima da média nacional (1,3%). Pernambuco (0,9%) completou o conjunto de locais com alta na produção no terceiro mês do ano.

O Amazonas também foi destaque no acumulado do ano com avanço de dois dígitos, 24,4%, bem acima da média nacional de 3,1%. Pará (8,1%), Santa Catarina (5,9%), São Paulo (5,4%) e Ceará (3,3%) também registraram crescimento acima da média do País, enquanto Rio de Janeiro (3%), Pernambuco (1%), Bahia (0,9%), Mato Grosso (0,5%) e Rio Grande do Sul (0,3%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos no fechamento do primeiro trimestre do ano.

O acumulado nos últimos 12 meses cresceu 2,9% em março e repetiu o resultado do mês anterior, permanecendo com o avanço mais elevado desde junho de 2011 (3,6%) e prosseguindo com a trajetória ascendente iniciada em junho de 2016 (-9,7%). Em termos regionais, 11 dos 15 locais pesquisados mostraram taxas positivas em março de 2018, mas apenas cinco apontaram maior dinamismo frente aos índices de fevereiro último. Entre os locais, Amazonas (de 6,9% para 9,7%), Ceará (de 3,0% para 3,4%), Pará (de 9,8% para 10,1%), São Paulo (de 4,4% para 4,6%) e Mato Grosso (de 3,6% para 3,8%) assinalaram os ganhos de ritmo entre fevereiro e março de 2018, enquanto Rio Grande do Sul (de 0,9% para -0,2%), Goiás (de 3,0% para 2,3%), Paraná (de 3,3% para 2,6%) e Minas Gerais (de 0,7% para 0,1%) registraram as principais reduções entre os dois períodos.

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