Ribeirinhos de Unidades de Conservação do AM têm renda acima da média

Resultados preliminares de pesquisa demonstram melhoria na qualidade de vida de quem vive em Unidades de Conservação, com ações de educação e geração de renda promovidas pela FAS

Manaus – A vida de populações ribeirinhas e indígenas que vivem em Unidades de Conservação (UC) do Amazonas geridas pelo governo do Estado, e que são apoiadas com ações de educação e geração de renda desenvolvidas pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), vem melhorando consideravelmente nos últimos anos. Levantamento feito pela Action Pesquisas de Mercado demonstrou uma diferença de 23,5% na renda média familiar mensal das pessoas que são beneficiárias de ações da FAS em comparação a quem não é atendido por tais projetos e programas nas mesmas áreas geográficas.

Em média, a renda dos ribeirinhos das UCs é 23,5% maior (Foto: Dirce Quintino/FAS)

Os resultados, preliminares e captados com populações da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro, da RDS Puranga Conquista e da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Negro, territórios que abrangem uma área de 790.923 hectares de terra, apontam para a percepção de que a vida das pessoas beneficiadas pelas ações da FAS nessas localidades melhorou bastante após a implementação de programas e projetos de educação e de geração de renda, por exemplo. Ao todo, são 1.154 famílias em 42 comunidades nessas regiões atendidas pelo Programa Floresta em Pé, o antigo Bolsa Floresta.

A pesquisa foi dividida em duas etapas. A primeira foi a fase de entrevistas qualitativas com 31 lideranças e 16 gestores de Unidades de Conservação que participavam do 23º Encontro de Lideranças, um evento realizado em Manaus com presidentes de associações e lideranças diversas regiões do Estado, e a segunda etapa foi a fase de pesquisas quantitativas realizadas em sete UCs, abrangendo 151 comunidades, com amostragem de 1.060 questionários aplicados com beneficiários e não beneficiários.

Além disso, as pesquisas qualitativas não se limitaram às lideranças ribeirinhas e indígenas, contemplaram também os gestores das Unidades de Conservação, ou seja, servidores do Estado residentes nessas áreas e ligados Departamento de Mudanças Climáticas e Gestão de Unidades de Conservação (Demuc), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), que é a secretaria responsável pela gestão dessas áreas protegidas.

“As lideranças das associações são representantes legítimos dos moradores das Unidades de Conservação e o ponto focal da FAS para a articulação dessas iniciativas, acompanhamento de programas e de projetos. Conhecer a opinião desses líderes é importante para avaliar a efetividade das ações de estímulo ao empoderamento social e também para direcionar novas abordagens”, explicou a gerente do Programa de Gestão e Transparência da FAS, Michelle Costa.

Desde 2011 são feitas pesquisas independentes para mensurar a opinião e a satisfação dos ribeirinhos nos territórios do Estado. Em 2015 também foi feita pesquisa, com o mesmo objetivo de entender o impacto das intervenções das políticas públicas, como o Programa Floresta em Pé, na vida das pessoas. Tais pesquisas seguem abrangência geográfica, abordagem metodológica e parâmetros estatísticos que asseguram comparabilidade entre si.