Salário de admissão cresceu R$ 24, no AM, de acordo com o Caged

O salário médio de julho valia R$ 1.393,68, levemente superior aos R$1.369,09 pagos em média aos admitidos, em julho do ano passado, segundo os dados do Caged

Manaus – O valor do salário médio de admissão do trabalhador formal do Amazonas caiu 0,61% e passou de R$ 1.402,24, em junho, para R$ 1.393,68, em julho, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Quando comparado a julho do ano passado, a renda média inicial no Estado aumentou 1,80%, o que corresponde a R$ 24,59 a mais no período de 12 meses. No acumulado dos primeiros sete meses do ano, também houve aumento de 0,83%. No entanto, o salário inicial recebido em julho corresponde a 88,7% do salário de demissão no mesmo período.

O setor público pagou a maior média de salários de admissão, no Estado. (Foto: Harieli Quara/ESPI)

O levantamento aponta que o salário de admissão no início do segundo semestre corresponde a 91,58% do rendimento médio daqueles que foram demitidos.

O resultado de julho no Amazonas é o segundo maior da região Norte, atrás apenas do Pará com R$ 1.397,35. A média da região, em julho, foi de R$ 1.339,96.

O Caged também mostra aumento no salário médio de admissão no País, que ficou em R$1.536,12, em julho, o que corresponde a 90,76% do salário de desligamento. Com relação ao ano passado, o salário médio inicial do trabalhador formal corresponde a 88,36% da renda final dos demitidos.

A administração pública ultrapassou a extrativa mineral e pagou o maior salário de admissão no Estado, em julho, com R$ 3.465,48, enquanto o setor de mineração pagou inicialmente R$ 3.363,58. O setor de serviços industriais de utilidade pública, que são as prestadoras de serviços, pagou em julho R$ 2.182,05, em média, enquanto a indústria pagou salário inicial R$ 1.564,87. A construção civil pagou, em média, R$ 1.480,30 e serviços R$ 1.388,38. Os menores salários iniciais ficaram com os setores de agropecuária e comércio, com R$ 1.215,72 e R$ 1.128,25, respectivamente.

Em julho, o Amazonas registrou saldo de 1,2 mil vagas de emprego, o segundo melhor resultado para o mês desde julho de 2013, quando foram abertas 3,3 mil postos de trabalho. Comparado com julho do ano passado (quando o saldo foi de 1,8 mil), houve queda de 600 postos. Segundo o Caged, a indústria foi o setor que mais influenciou o resultado com a criação de 453 postos de trabalho no início do segundo semestre.

Dos seis setores de atividade econômica, apenas dois tiveram perda de vagas. O resultado no Amazonas corresponde a 10,4 mil admitidos contra 9,2 mil demitidos, no início desse segundo semestre.

No ano, o saldo foi de 839 postos de trabalho e, no acumulado de 12 meses, foi de 4,5 mil vagas foram criadas.

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