Saques do FGTS podem afetar o setor imobiliário

Saques do Fundo podem ter efeitos negativos no longo prazo no financiamento imobiliário do País

Os aportes no FGTS caíram para R$ 4,9 bilhões entre 2014 e 2017 (Foto: Nathalie Brasil 25/05/12)

Brasília – A agência de classificação de risco Fitch Ratings alertou na terça-feira (6), que os saques de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) podem ter efeitos negativos no longo prazo no financiamento imobiliário, caso a economia brasileira não volte a crescer de forma mais acelerada e sustentada.

A Caixa, o maior banco desse mercado, pode ser afetada por um aumento do descasamento de prazos entre ativos e passivos devido a uma redução no financiamento vindo do FGTS, ressaltou o relatório divulgado.

O fluxo de recursos para o FGTS depende da melhora do avanço do mercado de trabalho, que por sua vez está ligada à aceleração da atividade econômica. Por causa da crise, os aportes no FGTS caíram de R$ 18,4 bilhões, em 2014, para R$ 4,9 bilhões, em 2017. “Se o crescimento não se acelerar, os fluxos vão continuar a declinar”, alertou a Fitch.

A estratégia do governo de permitir saques regulares do FGTS deve ser neutra para o financiamento imobiliário no médio prazo (próximos dois anos). Contudo, além de ter que enfrentar a redução de novos aportes, por causa da economia enfraquecida, o FGTS terá ainda os saques.

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