Só os pequenos negócios criaram emprego com carteira, em 2017

Os pequenos negócios foram os únicos a criar vaga com carteira no País: 330 mil em 2017. No geral, o Brasil perdeu 20,8 mil vagas com carteira no ano passado, segundo o Ministério do Trabalho

Manaus – Depois de dois anos com resultados negativos, os pequenos negócios no Brasil voltaram a gerar empregos com carteira em 2017. Foram 330 mil novas vagas. No mesmo período, as médias e grandes empresas perderam 350 mil postos de trabalho. No geral, o Brasil perdeu 20,8 mil vagas com carteira em 2017.

O ano de 2017 representou uma recuperação para os pequenos negócios: em 2016, as micro e pequenas empresas fecharam 270 mil empregos com carteira. Em 2015, foram 209 mil vagas a menos.

O ano representou uma recuperação para os pequenos negócios (Foto: EBC)

Os dados foram levantados pelo Sebrae, com base nos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Cage) divulgados pelo Ministério do Trabalho. Segundo Guilherme Afif Domingos, presidente do Sebrae, os números positivos de emprego nos pequenos negócios “mostram que há uma sinalização real em reverter de vez os saldos negativos de 2015 e 2016”.

De acordo com o Sebrae, as micro e pequenas empresas do setor de serviços foram as que tiveram melhor resultado em 2017, com um saldo de 206,4 mil postos de trabalho com carteira gerados.

No comércio, houve registro de 90 mil novos empregos. Os setores da construção civil e da extração mineral perderam cerca de 6.400 e 2.100 vagas, respectivamente. No total, o Brasil fechou 20.832 vagas com carteira assinada no ano passado, terceiro ano seguido no vermelho. Só em dezembro, o País teve saldo negativo de 328.539 postos.

O número de empregos cortados é o saldo, ou seja, o total de demissões menos o de contratações no período. No último mês do ano passado, os pequenos negócios registraram o saldo negativo de 164 mil empregos, enquanto as médias e grandes empresas computaram também perda de 147 mil postos de trabalho.

Segundo o Ministério do Trabalho, o resultado do ano (­20.832 vagas) indicou uma redução de 0,05% em relação ao estoque de emprego em dezembro de 2016, o que o órgão considera como estável.

“Para os padrões do Caged, esta redução em 2017 é equivalente à estabilidade do nível de emprego, confirmando os bons números do mercado na maioria dos meses do ano passado e apontando para um cenário otimista neste ano que está começando”, afirmou o ministro do Trabalho substituto, Helton Yomura.

Apesar de ter fechado vagas em 2017, o saldo foi melhor do que os registrados nos dois anos anteriores. Em 2016, o País fechou 1.326.558 vagas e, em 2015, houve queda de 1.534.989 postos de trabalho no País, na série ajustada.

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