Startup do AM apresenta plataforma de auxílio na inclusão de autistas, em feira de investimentos

Feira de Investimentos do Academic Working Capital (AWC) acontece nesta quarta-feira (18), em São Paulo

Manaus – Um braço robótico que auxilia médicos em cirurgias por vídeo. Uma solução inovadora de ordenha que monitora doenças no leite e ajuda produtores a atingir padrões de qualidade internacionais. Fototerapia para estimular a cicatrização de feridas em pessoas diabéticas. Esses são alguns dos projetos que estarão na Feira de Investimentos do Academic Working Capital (AWC), que acontece nesta quarta-feira (18), no Cubo Itaú, em São Paulo. O evento conclui a quinta edição do programa de educação empreendedora do Instituto TIM.

A Feira de Investimentos acontece de 12h às 16h30, com as soluções das equipes expostas em estandes para potenciais investidores-anjo (Foto: Divulgação)

Desde 2015, cerca de 400 estudantes já participaram do Academic Working Capital e mais de 30 startups foram constituídas. O programa atua junto a universitários em final de graduação, uma abordagem única no universo dos programas de fomento. O Instituto TIM estimula o jovem a considerar um negócio próprio como alternativa de carreira, tendo como ponto de partida a transformação do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em uma startup de base tecnológica.

Na edição de 2019, estão alunos de 27 faculdades de seis estados do Brasil e do Distrito Federal. Eles participaram de diversas rodadas de workshops e receberam orientação de negócios e recursos financeiros para apresentarem seus produtos a investidores e especialistas. Do Amazonas, temos a WeAction – UNESA/AM, plataforma de auxílio para inclusão de autistas no âmbito escolar.

“O AWC incentiva jovens no final da graduação a investir em uma carreira dinâmica e com oportunidades baseadas no seu próprio talento. O objetivo do Instituto TIM é ajudar os estudantes a transformarem suas ideias em empreendedorismo inovador. TCCs que muitas vezes acabariam engavetados já viraram soluções reconhecidas até mesmo internacionalmente”, explica Mario Girasole, Presidente do Instituto TIM.

Três projetos da edição de 2018 do AWC estiveram entre os cinco finalistas da HackBrazil, que premia ideias inovadoras durante a Brazil Conference at Harvard & MIT, em Boston (EUA). Cinco equipes da turma atual seguem o mesmo caminho e já foram selecionadas para a segunda fase do concurso de 2020. Na competição passada, a equipe do Aqualuz, dispositivo que utiliza a radiação solar para tornar potável a água de poços ou cisternas, ficou na segunda colocação e recebeu apoio financeiro para continuar investindo na sua solução. Sua idealizadora, Anna Luísa Beserra, teve reconhecimento ainda maior: foi uma das vencedoras do Jovens Campeões da Terra, premiação da ONU voltada para jovens empreendedores com ideias inovadoras para o futuro do planeta.

A Feira de Investimentos acontece de 12h às 16h30, com as soluções das equipes expostas em estandes para potenciais investidores-anjo. Antes, os cinco grupos mais bem avaliados pela coordenação do AWC apresentam seus negócios em formato de “pitch”, recebendo feedbacks de uma banca composta por Célia Kano (Head da Aceleradora Herd e Rede Mulher Empreendedora), Rubens Approbato (Co-Fundador da Poli Angels e Polistart) e Alexandre Castanheira (investidor da FEA Angels). Além disso, haverá um painel com empreendedores convidados e ex-alunos do programa contando suas histórias.

O Academic Working Capital possui coordenação acadêmica do professor Marcos Barretto, membro do Departamento de Engenharia Mecatrônica e de Sistemas Mecânicos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), e coordenação de conteúdo de Diogo Dutra, sócio-fundador da Venture Builder CAOS Focado.

“A Feira de Investimento é um grande marco para os alunos e também para a equipe pedagógica do projeto. Conseguimos formar equipes homogêneas e maduras. Todos estão prontos para fechar o seu primeiro negócio. A cultura do ‘empreendedorismo de palco’ não existe no AWC. Executamos o empreendedorismo científico com análise de dados e testando hipóteses”, explica Diogo Dutra.

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